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Economia Segunda-feira, 13 de Julho de 2026, 12:00 - A | A

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Segunda-feira, 13 de Julho de 2026, 12h:00 - A | A

Integrante do Fed defende flexibilidade do FSB na modernização da regulação bancária

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

A vice-presidente de Supervisão do Federal Reserve (Fed), Michelle Bowman, defendeu nesta segunda-feira (13) que o Conselho de Estabilidade Financeira (FSB, na sigla em inglês) adote uma abordagem flexível para orientar a modernização da regulação e da supervisão bancária ao redor do mundo, argumentando que regras rígidas podem comprometer a eficácia do organismo internacional.

Durante conferência em Londres, Bowman afirmou que o FSB deve "encorajar flexibilidade entre as abordagens" para que os esforços de modernização sejam "apropriados para jurisdições individuais". Segundo ela, tentativas de prescrever e impor regras estritas que não considerem a diversidade entre instituições financeiras e autoridades nacionais "acabam corroendo a eficácia do FSB".

A dirigente disse que o sistema financeiro está em constante evolução e que o arcabouço regulatório precisa acompanhar essas mudanças sem criar encargos desnecessários. Em sua avaliação, a supervisão deve priorizar riscos financeiros materiais, adotar uma abordagem proporcional ao perfil de risco de cada instituição, ampliar a transparência e permanecer voltada para riscos emergentes e para a inovação responsável.

Bowman citou como exemplo os esforços recentes do Fed para revisar as regras de capital dos bancos, atualizar critérios de supervisão e incentivar a adoção segura de tecnologias como inteligência artificial (IA). Ela afirmou que essas iniciativas buscam preservar a estabilidade financeira e a solidez do sistema bancário, ao mesmo tempo em que reduzem barreiras regulatórias que restringem a oferta de crédito sem benefícios proporcionais.

A dirigente acrescentou que o FSB divulgará no segundo semestre um relatório para consulta pública com princípios destinados a orientar a modernização regulatória entre seus membros, documento que posteriormente será encaminhado ao G20.

(Com Agência Estado)

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