"Janeiro é um mês de compromissos importantes das famílias, então você acaba tendo um impacto maior na inadimplência, que depois tende a normalizar", explicou.
Maluhy ressaltou ainda que o Brasil tem registrado um aumento da massa salarial, mas acompanhado de um maior comprometimento da renda. Para ele, é importante conter a inflação, que representa o pior imposto para as classes mais baixas. "A transferência de renda perde efetividade se a inflação não estiver controlada", comentou, acrescentando que o nível atual de comprometimento de renda "não é sustentável".
O executivo também reconheceu os avanços do mercado de capitais brasileiros, que abre espaço no balanço de bancos para oferecer crédito a empresas. No entanto, defendeu reformas fiscais estruturantes para assegurar o contínuo crescimento. "Deixar de lado a despesa da dívida é ignorar uma conta gigantesca que tem que ser paga todos os anos", comentou. "O fiscal e o social precisam andar de mãos dadas. Se o fiscal não for bem feito, você não consegue ter um social sustentável", destacou.
(Com Agência Estado)
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