Em 2019, a relação era inversa, com a indústria nacional respondendo por 66%, enquanto os importados ficavam com 34%. De janeiro a agosto, as importações cresceram 58,3%, chegando a 34,2 milhões de unidades. Na direção oposta, as vendas dos pneus nacionais para o mercado de reposição recuaram 13,3%, somando 14,6 milhões de unidades nos oito meses.
"Estamos assistindo à destruição da indústria nacional de pneus e isso terá consequências graves para o País. Não se trata apenas de uma oscilação de vendas", comenta Rodrigo Navarro, presidente da Anip.
Ele acrescenta que a indústria brasileira está perdendo espaço de forma contínua para produtos importados, muitos deles comercializados, conforme o executivo, em condições desleais.
"Se essa trajetória continuar, colocaremos em risco empregos, investimentos e a capacidade de produzir no País um item essencial para uma economia que depende fortemente do transporte rodoviário", diz o presidente da Anip.
(Com Agência Estado)
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