Quarta-feira, 01 de Abril de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

Economia Quarta-feira, 01 de Abril de 2026, 17:00 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Quarta-feira, 01 de Abril de 2026, 17h:00 - A | A

Ibovespa tem leve alta, perto dos 188 mil pontos, com expectativa para Trump

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O Ibovespa buscou subir de casa neste começo de abril e de segundo trimestre, ensaiando retomar os 188 mil pontos ou mesmo os 189 mil no melhor momento da sessão. Nesta quarta-feira, 1º de abril, oscilou dos 187.255,65 até os 189.130,90 pontos, tendo saído de abertura aos 187.462,68 pontos. Ao fim, marcava 187.952,91 pontos, em alta muito suavizada a 0,26%, com giro financeiro a R$ 36,7 bilhões. A expectativa de que um cessar-fogo no Oriente Médio de fato esteja mais próximo também estimulou o apetite por risco em Nova York, onde os ganhos na sessão chegaram a 1,16% (Nasdaq) no fechamento, apesar de terem sido moderados, também, rumo ao fim da tarde.

Em relatório, o Goldman Sachs observa que, entre os emergentes, países como Brasil, África do Sul e Coreia do Sul parecem melhor posicionados para cenários de recuperação do que os do Sul da Ásia. "Brasil se destaca como um relativo beneficiário por ser um exportador líquido de petróleo, e aguentou melhor esse período devido aos ganhos do setor de energia", observa o banco.

"Mesmo em um cenário de distensão geopolítica, os segmentos domésticos sensíveis a juros, muito depreciados desde o início da guerra, podem se recuperar à medida que mais cortes nas taxas se materializarem", acrescenta o Goldman Sachs sobre Brasil. Recentemente, o banco rebaixou o viés para países do Sul e Sudeste Asiático, como Índia e Filipinas, que tendem a se recuperar menos, considerando betas mais baixos e vulnerabilidades maiores a preços de energia mais altos.

Na B3, à exceção de Petrobras (ON -3,67%, PN -2,67%), que acompanhou o ajuste do petróleo na sessão, as demais blue chips operaram em alta, com destaque para o setor financeiro, tendo Banco do Brasil (ON +2,74%) à frente. Principal ação do Ibovespa, Vale ON subiu 0,63%. Na ponta ganhadora do índice, Cyrela (PN +4,74%, ON +4,39%), Embraer (+4,74%), Cury (+4,32%) e Gerdau (+3,79%). No lado oposto, além de Petrobras, destaque para MBRF (-3,93%), Braskem (-3,72%) e Brava (-3,65%).

Entre as empresas mais favorecidas, estiveram as de segmentos sensíveis a juros, como as do imobiliário (além de Cyrela e Cury, Allos +2,11%), siderúrgicas (além de Gerdau, CSN +3,00%), e as do setor financeiro (além de BB, destaque para Santander Unit +1,83%), bem como outras empresas cíclicas como Localiza (ON +1,64%, PN +0,77%), que se alinharam ao "otimismo quanto a possível fim da guerra e a continuidade da queda" da Selic, observa Bruno Perri, economista-chefe, estrategista e sócio-fundador da Forum Investimentos.

"Eventual fim do conflito tende a retirar um dos principais vetores de incerteza global: o risco geopolítico sobre energia e fluxos financeiros", diz Paulo Silva, co-fundador da consultoria Advisory 360. "A retirada desse prêmio de risco deve gerar um movimento relativamente rápido de reprecificação", acrescenta Silva, mencionando em especial as moedas de emergentes, particularmente penalizadas no período de maior aversão a risco com a busca por dólar como ativo de proteção e liquidez.

Por sua vez, as cotações do petróleo dependem da normalização das rotas logísticas e da oferta global, o que passa pela reabertura ainda que gradual da passagem de navios, independentemente de bandeira, pelo Estreito de Ormuz. Nesta quarta, os contratos do Brent para junho fecharam em baixa de 2,70%, a US$ 101,16 por barril, em Londres. Em Nova York, o WTI, referência dos EUA, cedeu 1,24%, a US$ 100,12 por barril, nos contratos para maio.

"O principal vetor do dia é o pronunciamento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, previsto para as 22h (de Brasília). A expectativa era de que seria anunciado um acordo para o fim das hostilidades com o Irã, o que arrefeceu a aversão ao risco global" em boa parte da sessão, diz Luise Coutinho, head de produtos e alocação da HCI Advisors.

Contudo, parte do excesso de entusiasmo foi contido, no meio da tarde, com o relato da Bloomberg, citando uma fonte da Casa Branca, de que Trump, no aguardado pronunciamento do período da noite, deve reiterar o cronograma de duas a três semanas para que as forças americanas encerrem a guerra.

De acordo com relato do The New York Times, o Pentágono está dobrando a frota de aviões de ataque A-10 no Oriente Médio, que podem apoiar tropas terrestres em avanço, mesmo com o presidente Trump afirmando que deseja encerrar a guerra com o Irã em duas a três semanas. A Força Aérea está enviando 18 A-10s para se juntar a cerca de uma dúzia já na região, usados por comandantes dos EUA para atacar barcos iranianos e milícias apoiadas no Iraque, disseram fontes.

Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que o futuro do Estreito de Ormuz será definido por Irã e Omã, ao indicar que a via marítima "está nas águas internas" dos dois países e que eventuais arranjos após a guerra "são uma questão relacionada ao Irã e a Omã". Os comentários vieram após reiteradas ameaças dos EUA nos últimos dias de tomada do Estreito de Ormuz, com Donald Trump chegando a chamar o local de "Estreito Trump".

(Com Agência Estado)

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão. 

 

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros