Além disso, fica no foco a pesquisa eleitoral AtlasIntel, mostrando redução nas intenções de voto entre o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a corrida à Presidência da República em 2026.
Outro ponto de atenção é a liquidação extrajudicial do Will Bank, decretada pelo Banco Central nesta quarta-feira, deve aumentar a conta a ser paga pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) no caso do Banco Master, dos atuais R$ 40,6 bilhões para um número mais próximo de R$ 48 bilhões.
Após abrir o pregão de hoje na mínima em 166.277,91 pontos, com variação zero, o Ibovespa passou a renovar máximas inéditas, tendo subido 1,78%, no melhor momento, em 169.236,03 pontos. De 85 papéis da carteira teórica, Metalúrgica Gerdau PN (-1,93), Gerdau PN (-1,17%), TIM ON (-0,66%) e Caixa Seguridade (-0,006%) caíam às 11h22. O Ibovespa subia 1,63%, aos 168.988,97 pontos.
"Muitos que investiram no S&P e no Nasdaq estão se afastando desses índices das Bolsas de Nova York, devido à agressividade de Trump com os parceiros da Otan. Isso pode estar acelerando o processo de rotação global", diz Felipe Cima, analista da Manchester Investimentos. Desta forma, migram recursos para países emergentes como o Brasil, atraindo fluxo, principalmente de investidores estrangeiros.
A alta do principal indicador da B3 no início da sessão desta quarta-feira destoa do desempenho dos mercados acionários europeus. Por volta das 11 horas, os índices futuros americanos passaram a subir, de olho em Trump. O republicano segue pressionando para anexar a Groenlândia, território dinamarquês, aos EUA. Dentre as palavras, disse que "não vou usar força para conquistar a Groenlândia."
Ontem, o Ibovespa alcançou máxima histórica aos 166.467,56 pontos, fechando um pouco abaixo deste nível, mas na marca inédita em 166.276,90, em alta de 0,87%.
Nesta manhã, o Índice Bovespa futuro subia 1,15%, aos 169.625 pontos, enquanto o petróleo tinha viés positivo, ás 9h54. Já o minério de ferro fechou com queda de 0,32% e de 0,64%, em Dalian e Cingapura, respectivamente.
"Hoje deve ser um dia complexo", estima Felipe Sant' Anna, especialista em mercado financeiro do grupo Axia, ao referir-se ao noticiário desta quarta-feira e em meio ao discurso de Trump.
Quanto ao cenário eleitoral, o especialista do grupo Axia avalia quanto mais diminuir a diferença entre Lula e Flávio, Lula e Tarcísio no cenário hipotético, Lula e Michele Bolsonaro, não importa. "O mercado quer ver o Lula fora da disputa", diz.
Pesquisa AtlasIntel divulgada hoje mostra que Lula segue como melhor colocado nos cenários projetados para o primeiro turno das eleições 2026. Em comparação à versão divulgada em dezembro, houve maior oscilação no cenário de uma eventual disputa entre o chefe do Executivo e Flávio, sem participação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O levantamento traz ainda que Lula possui 49,2% das intenções de voto e venceria o senador bolsonarista, que tem 44,9%, em eventual segundo turno para a Presidência da República.
Para Alvaro Bandeira, coordenador de Economia da Apimec Brasil, a pesquisa motiva alta do Ibovespa, mas acredita que o foco permanece em Davos, em Trump e no debate acerca da intenção de aquisição da Groenlândia pelos EUA.
(Com Agência Estado)
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