Economia Terça-feira, 23 de Agosto de 2011, 13:29 - A | A

Terça-feira, 23 de Agosto de 2011, 13h:29 - A | A

RECORDE

Gasto de turista no exterior supera US$ 2 bi pela primeira vez

Turistas estrangeiros, por outro lado, trouxeram US$ 3,9 bilhões para o país

DA FOLHA DE SÃO PAULO

Divulgação

Os gastos dos turistas brasileiros no exterior superaram pela primeira vez a marca de US$ 2 bilhões desde 1947, ano em que o Banco Central iniciou a série histórica.

Segundo dados do BC, essas despesas somaram US$ 2,2 bilhões em julho.

No ano, já foram gastos US$ 12,4 bilhões, valor recorde para o período. Em todo o ano passado, os brasileiros gastaram US$ 16,4 bilhões fora do país.

Os turistas estrangeiros, por outro lado, trouxeram US$ 3,9 bilhões para o país. A diferença entre os dois números representa um deficit de US$ 8,5 bilhões, valor que corresponde a quase 30% do resultado negativo de todas as transações do Brasil com o exterior.

Preocupado com os gastos do brasileiro no exterior, e a valorização do real que limita a competitividade do Brasil, o governo vem tomando medidas para coibir o consumo de turistas fora do país.

No início do ano, a Fazenda aumentou o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre gastos no cartão de crédito fora do país de 2,38% para 6,38% e também elevou o mesmo tributo sobre captações de recursos no exterior de 2% para 6%.

Contrariando as medidas, os gastos do estrangeiros vêm crescendo apoiado no bom momento econômico brasileiro.

INVESTIMENTO ESTRANGEIRO

Os investimentos estrangeiros diretos em empresas brasileiras registraram o maior resultado para meses de julho da série iniciada em 1947 pelo Banco Central. Foram US$ 5,97 bilhões, de acordo com a instituição.

O valor foi mais que suficiente para financiar o resultado negativo do Brasil nas suas transações com o exterior, que ficou em US$ 3,49 bilhões no mês passado.

No ano, o deficit soma US$ 28,9 bilhões, menos da metade da previsão do BC para 2011. Já os investimentos diretos de US$ 38,5 bilhões já representam 70% do esperado para o ano.

Entre os motivos do deficit está o aumento de 26%, no acumulado do ano, no resultado negativo da conta de serviços, na qual são computados os gastos com viagens internacionais, transportes e aluguel de equipamentos.

As transferências de renda se mantêm praticamente estáveis no ano, apesar do aumento nas remessas de lucros e dividendos.

Os investimentos em ações em julho correspondem a praticamente metade do verificado no mesmo período de 2010, US$ 1,8 bilhão. As aplicações de estrangeiros em renda fixa registraram saída de US$ 335 milhões.

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