A pressão veio principalmente do diesel, influenciado pela nova escalada do petróleo no mercado internacional em meio às tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Pelo Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o diesel S-10 subiu 2,70% em setembro, com média nacional de R$ 7,24 por litro, enquanto o diesel comum teve alta de 1,33%, a R$ 6,84.
Como o combustível tem peso relevante no custo da operação, as oscilações nas bombas repercutem diretamente no transporte de cargas.
O IFR também atribui parte do movimento ao aquecimento do setor, com o agronegócio registrando forte desempenho nas exportações e exigindo maior disponibilidade de frotas, explicou a Edenred.
A alta acumulada do diesel S-10 levou ainda a um reajuste regulatório do piso mínimo do frete. No fim de setembro, a variação do combustível superou 5% em algumas regiões, acionando o mecanismo da Lei nº 13.703/2018 para reajuste extraordinário.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou em 29 de setembro a Portaria SUROC nº 22, em vigor desde o dia 30, atualizando o valor de referência do diesel S-10 usado no cálculo dos coeficientes e mantendo o reforço da fiscalização por meio do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT).
Para a Edenred, o mercado já incorporou os ajustes. "Setembro foi marcado pelo aumento do preço dos combustíveis, que atualiza a tabela de pisos mínimos de frete e o valor de referência do diesel S-10 diante da alta acumulada do combustível e da necessidade de recomposição dos custos operacionais do setor", explicou o diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, Vinicios Fernandes.
Segundo ele, com a fiscalização mais rigorosa do cumprimento dos pisos e da emissão do CIOT, o mercado de fretes já incorporou esses ajustes.
"Para outubro, a expectativa é de uma possível pressão adicional, reflexo ainda da atualização da tabela do piso mínimo do frete e da escoagem da safra, que tende a exigir maior disponibilidade do transporte ", avaliou Fernandes.
(Com Agência Estado)
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