O índice de default em 12 meses subiu de 5,7% no trimestre anterior para 6% ao fim do período. A Fitch registrou 32 eventos de default no trimestre, envolvendo 20 novos devedores, elevando o total de inadimplentes para 84.
Segundo a agência, extensões de vencimento em operações sob estresse foram o principal fator dos eventos no trimestre, à frente de mecanismos como pagamento de juros "in kind" e postergações de juros. Mais da metade dos 32 eventos incluiu algum tipo de alongamento de prazo.
"No início do ano, esperávamos uma moderação dos defaults em crédito privado com a queda dos juros e a retomada de fusões e aquisições (M&A)", disse Lyle Margolis, chefe de crédito privado para a América do Norte na Fitch. "Com o mercado agora precificando alta de juros e M&A ainda fraco, esperamos que os defaults permaneçam elevados pelo restante do ano."
Por setor, as maiores taxas foram em industriais e manufatura, com 10,4% (de 5,9% no primeiro trimestre), e em saúde, com 9,4% (de 6,9%). Em software, a taxa foi de 1,2%, ante 2,3% no trimestre anterior.
A Fitch afirmou que seu cenário global segue "neutro", mas apontou que o conflito com o Irã e o choque inflacionário associado reduziram a probabilidade de cortes de juros no curto prazo para emissores alavancados.
(Com Agência Estado)
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