"Eu estou sempre aberto e tenho contato direto com as autoridades norte-americanas, mas por enquanto não há agenda prevista. A gente está reunindo as informações, vendo o que vem pela frente, avaliando os próximos passos, tendo as informações todas, tendo o diagnóstico claro e a posição, eu vou levar para ao Scott Bessent secretário do Tesouro dos EUA sem nenhuma dúvida", disse Durigan a jornalistas na noite desta segunda-feira, 1.
Ele disse que a principal preocupação do governo brasileiro é quanto ao espaço de discricionariedade que isso vai abrir, tornando empresas e bancos brasileiros alvos de algo que não é concreto. "Vamos seguir combatendo as organizações criminosas, nós temos insistido nesse ponto, e vamos evitar que tenha prejuízo irreal, fantasioso para a nossa economia, nós temos que evitar isso a todo custo, é uma grande injustiça", sustentou.
Durigan afirmou que os empresários brasileiros têm explicado ao governo quais são suas preocupações e que ele ouve as demais autoridades e também empresários que não integram o setor financeiro, para entender quais são os demais riscos. "O ponto principal, o presidente Lula insistiu nisso agora, é proteger os nossos empresários, proteger os nossos empregos, as nossas instituições financeiras contra qualquer coisa que possa vir do exterior. O que vier do exterior para colaborar no combate ao crime organizado, ótimo, a gente sempre acha bem-vindo, o problema é quando quer atrapalhar, aí não dá."
Questionado sobre a designação do novo embaixador dos EUA no Brasil, ele respondeu: "Eu não vi, eu estava aqui olhando para o presidente, eu preciso checar aqui com a equipe agora, eu devia estar em despacho quando essa notícia veio, não tenho notícia, não tenho conhecimento". A Casa Branca anunciou nesta segunda-feira, 1, a indicação de Daniel Perez para o cargo de embaixador dos EUA no Brasil. Perez é presidente da Câmara dos Deputados da Flórida e ainda precisará ter seu nome confirmado pelo Senado americano. Os EUA estavam sem embaixador no Brasil desde o governo Joe Biden.
Durigan relatou que o despacho que teve mais cedo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio da Alvorada, foi para tratar de temas da agenda econômica, como o resultado do PIB do 1º trimestre, e também de uma viagem que o ministro fará para a China no fim do mês. "Foi um despacho econômico com o presidente sobre os principais pontos da nossa economia, sem grandes novidades por enquanto", afirmou, ao chegar na sede do ministério.
(Com Agência Estado)
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