Economia Segunda-feira, 13 de Junho de 2011, 14:47 - A | A

Segunda-feira, 13 de Junho de 2011, 14h:47 - A | A

TELECOMUNICAÇÃO

Ericsson investe R$ 10 mi em expansão de fábrica no Brasil

Estratégia é duplicar produção de estações radio-base para atender mercado nacional, americano e africano

FOLHA.COM

A Ericsson anunciou nesta segunda-feira investimentos de R$ 10 milhões na expansão de sua fabrica de equipamentos de telecomunicações em São José dos Campos, região do Vale do Paraíba, em São Paulo.

A estratégia é duplicar a produção de estações radio-base para atender o mercado nacional, americano e africano. Esses equipamentos são necessários para fazer a comunicação entre celulares, redes e operadoras.

Com o aporte, a fabrica passa de 19 mil para 40 mil equipamentos produzidos por ano. Cerca de 200 funcionários, principalmente técnicos e engenheiros, foram contratados, o que elevou a forca de trabalho para mil pessoas.

Hoje os países latinos consomem 50% da produção brasileira, que também é a única da Ericsson nas Américas.

"A intenção é atender a demanda local por equipamentos de conexão, que deverá crescer consideravelmente nos próximos tempos. Até 2020 existirão 10 conexões a internet para cada habitante, o que exigirá mais infraestrutura", diz Sergio Quiroga, presidente da Ericsson para a América Latina e Caribe.

Nos últimos 10 anos a empresa já investiu cerca de R$ 1 bilhão, incluindo R$ 850 milhões em pesquisa e desenvolvimento e R$ 150 milhões na fabrica.

Hoje, o faturamento da Ericsson no país é de R$ 1,8 bilhão, sendo que serviços representam 40%. A expectativa é repetir dois dígitos de expansão nas receitas neste ano.

A operação local representa entre 3% e 5% do faturamento da Ericsson no mundo e com a expansão estará preparada para fabricar equipamentos 2G, 3G e 4G, a nova tecnologia que devera ser licitada a partir do ano que vem.

IMPACTO REGIONAL

A Ericsson estima que para cada R$ 100 investidos localmente, a cadeia de produção receba R$ 20, o que traz impacto significativo para a economia local.

Hoje, São José dos Campos tem 50% do PIB atrelado a empresas de base tecnológicas, segundo o prefeito Eduardo Cury.

Quiroga afirmou ainda que, embora os custos de produzir no Brasil ainda sejam significativos, produzir no Brasil e transportar para as Américas ainda é mais vantajoso do que expandir a fabricação na Ásia.

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