Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic).
"É uma variável da economia que está estreitamente relacionada à taxa de juros cobrada no Brasil, uma das maiores do mundo", avaliou o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, em nota oficial. "É fundamental priorizar o equilíbrio das contas públicas, para que a política monetária possa ser flexibilizada, aliviando a carga sobre consumidores e empresas."
Já a fatia de famílias inadimplentes desceu de 29,4% em dezembro para 29,3% em janeiro. Essa proporção era de 29,1% em janeiro de 2025.
Além disso, a fatia de famílias brasileiras afirmando que não terão condições de pagar suas dívidas em atraso, ou seja, que permanecerão inadimplentes, aumentou de 12,6% em dezembro para 12,7% em janeiro. Em janeiro de 2025, também essa proporção era de 12,7%.
A pesquisa revela que a parcela média da renda mensal comprometida com dívidas subiu de 29,5% em dezembro para 29,7% em janeiro.
"O cenário é agravado pela percepção subjetiva das famílias: 16,1% dos consumidores declaram-se 'muito endividados', o maior porcentual desde outubro de 2025", acrescentou a CNC.
A proporção de famílias endividadas deve continuar avançando no primeiro semestre de 2026, mas a tendência para a inadimplência é de queda, em meio à expectativa de início do processo de redução da taxa básica de juros, a Selic, pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, previu o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes.
"Nossa expectativa é de alívio no atual aperto monetário a partir da próxima reunião do Copom. Essa percepção, unânime entre os analistas, tende a distensionar os juros na ponta aos consumidores já no segundo trimestre deste ano", alertou Bentes, em nota.
(Com Agência Estado)
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