Apesar da queda do diferencial de juros diante do tom mais duro do Fed ontem, que elevou a taxa dos Fed Funds em 25 pontos-base, para 3,75% a 4%, o mercado financeiro pode estar refletindo o trade eleitoral, depois de nova pesquisa Atlas/Bloomberg mostrar o senador Flávio Bolsonaro numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno, por 47,2% a 46,8%, em empate técnico.
No exterior, a libra oscila perto da estabilidade após a decisão do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) de manter os juros em 3,75%. A decisão não foi unânime, por 6 votos a 3, mas o BoE decidiu por unanimidade um plano plurianual para zerar seu estoque de títulos públicos. O presidente Andrew Bailey alertou que a persistência do conflito no Oriente Médio e a alta da energia podem exigir aperto monetário. A inflação britânica subiu a 3,1% em agosto.
No Parlamento Europeu, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, apoiou a aproximação do país à União Europeia (UE) como membro associado, sem adesão plena, para ampliar a cooperação em comércio, defesa, energia e minerais críticos. A proposta da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, será aprofundada em outubro. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou a iniciativa como "cômica" e ameaçou impor "tarifas muito sérias" ou interromper parte do comércio com a Europa se considerar o movimento hostil.
No corporativo, após anunciar alta no preço do diesel hoje, a Petrobras, por meio da subsidiária Petrobras Netherlands B.V. (PNBV), divulgou a assinatura de contratos com a República da Costa do Marfim e a estatal Petroci Holding para explorar oito blocos offshore. A PNBV será operadora, com 90% de participação, e a Petroci, 10%. Segundo a Petrobras, a operação amplia a atuação na margem equatorial africana e faz parte da estratégia de recomposição de reservas e diversificação do portfólio.
(Com Agência Estado)
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