O real encontra suporte na alta do petróleo, que avançava cerca de 2%, em meio às incertezas geopolíticas no Oriente Médio. Ao mesmo tempo, a valorização da commodity também impulsiona os rendimentos dos Treasuries e o dólar no exterior, ao reforçar preocupações com a inflação e a perspectiva de juros elevados nos Estados Unidos.
No Brasil, permanece no radar a entrada em vigor, na quarta, da tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O governo federal inicia nesta terça-feira reuniões com os setores afetados pela medida, enquanto o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, discutem possíveis respostas ao tarifaço.
Embora a medida entre em vigor na quarta, agentes financeiros avaliam que boa parte do impacto inicial já foi incorporada aos preços dos ativos, mantendo o foco em eventuais desdobramentos das negociações comerciais e na possibilidade de novas tarifas. O mercado também acompanha a divulgação da pesquisa Indexa sobre as eleições presidenciais.
Na segunda-feira, 20, o dólar à vista encerrou a sessão em queda de 0,42%, cotado a R$ 5,0896, em movimento na contramão do índice DXY, que avançou 0,18%.
(Com Agência Estado)
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