Hammack argumentou que não vê a política monetária significativamente restritiva diante das pressões inflacionárias amplas, enfrentadas por conta de múltiplos choques econômicos como tarifas, guerras, custos de seguros, preços de energia e investimentos em inteligência artificial (IA). "Uma única alta de juros de 25 pontos-base pode não fazer o suficiente pela economia", disse.
A dirigente afirmou que este é o motivo de ter discordado da última decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, em inglês). Usando metáforas, Hammack sinalizou que prefere aumentar os juros e "frear" a inflação "suavemente", do que fazê-lo de modo agressivo.
O mercado de trabalho esteve dentro das estimativas de pleno emprego nos últimos anos e, na visão dela, o payroll de julho demonstrou estabilidade o suficiente para permitir o foco na inflação, ainda que tivesse sinais divergentes. Hammack ponderou que a contração nas vagas e queda da taxa de desemprego ocorrendo simultaneamente sugere uma mudança no ponto de equilíbrio do emprego dos EUA graças às novas políticas de imigração, argumento já defendido por outras autoridades americanas.
"Quando olho os mercados financeiros e converso com empresas, não ouço que estejam sentido qualquer restrição a investimentos por conta dos juros. Isso diz que agora é a hora de agir", afirmou ela. "Quanto mais tempo esperarmos, maiores serão os custos para os americanos".
Apesar de defender o aumento dos juros, Hammack reiterou que entra em cada reunião de "mente aberta" sobre qual será a trajetória da política monetária. "Eu ficaria muito feliz de estar errada e ver leituras de inflação mais baixas nos próximos meses. Soque simplesmente não vejo os preços voltando para a meta por conta própria", disse.
(Com Agência Estado)
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