Waller justificou sua abordagem ressaltando que, em contraste com o crescimento sólido e contínuo da atividade econômica, o mercado de trabalho permanece fraco, com aumento da taxa de desemprego desde meados do ano passado.
"Os ganhos de empregos em 2025 foram muito fracos. Os dados do ano passado serão revisados para baixo em breve, provavelmente mostrando que não houve praticamente nenhum crescimento no emprego formal. Zero. Nada", escreveu, ao classificar que o mercado de trabalho não parece "nem de longe" saudável.
Para o diretor, os empregadores estão relutantes em demitir funcionários, mas também muito relutantes em contratar e, pelo o que apurou, há demissões planejadas para 2026, o que pode indicar que "há considerável dúvida" sobre o crescimento futuro do emprego e que uma "deterioração substancial" do mercado de trabalho representa "um risco significativo".
Sobre a inflação, Waller mencionou que, embora esteja elevada devido aos efeitos das tarifas, a política monetária apropriada é "ignorá-los", desde que as expectativas de inflação continuem ancoradas. "A inflação, excluindo os efeitos das tarifas, está próxima da meta de 2% do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, em inglês) e em uma trajetória para atingir esse objetivo de forma sustentável", acrescentou.
"A taxa básica de juros deveria estar mais próxima do nível neutro, que a mediana das estimativas dos participantes do FOMC indica ser de 3%, e não onde estamos atualmente - entre 50 e 75 pontos-base acima de 3%", afirmou.
(Com Agência Estado)
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