A melhora no lucro decorre principalmente do ciclo de mais lançamentos e vendas de imóveis, com subida de preços e diluição de custos. Segundo a empresa, o Minha Casa Minha Vida (MCMV) está no melhor momento desde foi criado, com ajustes que permitem o ganho de poder de compra pelas famílias, e lançamento de mais projetos pelas empresas. Além disso, a Direcional teve ganhos com receitas financeiras no trimestre.
O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 321,3 milhões no trimestre, subida de 29,8% na comparação anual. A margem Ebitda bateu em 26,2%, recuo de 1 ponto porcentual (p.p.).
O Ebitda no critério "ajustado" (excluindo itens não recorrentes) foi de R$ 346,3 milhões, aumento de 38,9% na comparação anual. A margem Ebitda ajustado foi a 28,3%, melhora de 1,3 p.p. A margem bruta ajustada foi a 40,7%, aumento de 3,7 p.p.
A receita operacional líquida somou R$ 1,225 bilhão, crescimento de 32,6%, nível recorde.
A linha de equivalência patrimonial (que apura os resultados oriundos de empreendimentos feitos em sociedade) gerou um ganho de R$ 19 milhões, queda de 13%. Segundo a Direcional, isso foi reflexo da menor participação em projetos com terceiros.
As despesas gerais e administrativas somaram R$ 70 milhões, alta de 24%. Elas representam 4,6% da receita líquida total, patamar estável na comparação anual.
Por sua vez, as despesas comerciais foram de R$ 116 milhões, avanço de 40%, em virtude do maior volume de projetos. Elas representaram 9,5% da receita, aumento de 0,5 p.p..
A Direcional reportou ainda uma despesa de R$ 33 milhões, que teve origem em provisões e despesas jurídicas.
O resultado financeiro (saldo entre receitas e despesas de natureza financeiras) ficou positivo em R$ 13,8 milhões no trimestre, revertendo o resultado negativo de R$ 6,8 milhões de um ano antes. A linha contou com receitas de aplicações financeiras e atualizações monetárias e juros contratuais das contas a receber de clientes.
A companhia reportou geração de caixa de R$ 390 milhões. A incorporadora informou que teve resultados não operacionais que ajudaram a geração de caixa no trimestre. Entram aí R$ 184,6 milhões com cessão de recebíveis e R$ 230,5 milhões com venda de empreendimentos (SPEs). Por outro lado, teve R$ 15,6 milhões de bloqueio em repasses da Caixa Econômica Federal.
A Direcional encerrou o quarto trimestre com dívida líquida de R$ 532,6 milhões, aumento relevante perante o terceiro trimestre, quando estava em R$ 104,1 milhões. Isso ocorreu devido à antecipação de dividendos aos acionistas em função das mudanças nas regras de tributação - algo calculado, segundo a direção.
Assim, a alavancagem (medida pela relação entre dívida líquida e patrimônio líquido) subiu para 23% no quarto trimestre, de 3,8% no terceiro trimestre.
Acumulado do ano
No acumulado de 2025, a incorporadora reportou lucro líquido de R$ 757,8 milhões, que foi um aumento de 31,4% em comparação com 2024, chegando a nível recorde.
O Ebitda ajustado no ano totalizou R$ 1,156 bilhão, que foi uma melhora de 37,3% em relação ao ano anterior.
E a receita líquida anual bateu em R$ 4,343 bilhões, expansão de 29,7%.
(Com Agência Estado)
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.


