"Tem um lado positivo no meio de uma guerra brutal como essa. Se o preço continuar subindo, se chegar a US$ 100, pode ser que alguns projetos de exploração que seriam inviáveis do ponto de vista econômico podem se tornar viáveis. Mas isso demora muito, teria que esperar uns três, seis meses para ter certeza se esse cenário de conflito será duradouro", disse Ghiorzi, ressaltando que considera esse cenário improvável.
A Petrobras, por exemplo, deixou US$ 10 bilhões do seu plano de investimentos de US$ 109 bilhões (Plano de Negócios 2026-2030) na espera por preços mais favoráveis do petróleo para sair do papel.
De acordo com o executivo, é possível que o preço do petróleo mais alto aumente a procura por sondas de exploração - equipamento que reage mais rápido às condições de mercado -, e a demanda de outros países pode fazer com que o preço do equipamento também aumente, mas nada no curto prazo.
Entre as possíveis iniciativas, Ghiorzi cita aceleração dos planos dos Estados Unidos na Venezuela, o que não afetaria o preço das sondas produzidas no Brasil, que são mais voltadas para a exploração offshore (marítima), enquanto a produção do país vizinho se concentra no onshore (terra).
"Mas exagerando aqui, a França anunciou há dois meses que pode retomar a produção de petróleo no seu território, sobretudo na Margem Equatorial da Guiana Francesa. Como o cenário mudou, e lá é offshore, pode haver procura maior por sondas e aumentar o preço, se eles decidirem acelerar por lá", explicou.
Segundo Ghiorzi, o Brasil importa poucos equipamentos do Irã e nada do Oriente Médio. "Uma vez que a infraestrutura industrial da China, Cingapura, Coreia não se afetem, o risco do Brasil na área de petróleo não tem ameaça relevante à frente", concluiu.
(Com Agência Estado)
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