Por ter ficado abaixo dos 50 pontos, ele indica queda dos postos de trabalho do setor no primeiro mês do ano. A edição de janeiro do Sondagem Industrial ouviu 1.418 empresas - 590 pequenas, 483 médias e 345 grandes - entre 2 e 12 de fevereiro de 2026.
Já o índice que mede a evolução da produção industrial subiu 4 pontos entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, atingindo 44,9 pontos. O movimento, porém, foi insuficiente para que o indicador ultrapassasse a linha de 50 pontos, refletindo queda da produção na virada do ano. O indicador atingiu o menor valor para o mês desde 2022.
Em janeiro, a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) chegou aos 66%, mantendo o patamar de dezembro de 2025. Ainda assim, o resultado foi o menor para o mês desde 2019.
"É comum que esses índices fiquem abaixo dos 50 pontos no início de cada ano, mas os resultados foram piores do que o usual. Isso reflete a queda da demanda por produtos industriais que ocorre desde o ano passado, consequência do patamar persistentemente alto da taxa de juros", diz Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.
As perspectivas para o ano, entretanto, são positivas:
- O índice de expectativa de demanda passou de 52,7 pontos para 54,2 pontos;
- O indicador de expectativa de compra de insumos e matérias-primas aumentou de 52 pontos para 52,8 pontos;
- O índice de expectativa de número de empregados cresceu de 49,9 pontos para 50,4 pontos.
(Com Agência Estado)
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