O Dow Jones fechou em alta de 1,38%, aos 46.208,474 pontos. O S&P 500 terminou com ganho de 1,15%, aos 6.581,00 pontos, e o Nasdaq encerrou com avanço de 1,38%, aos 21.946,76 pontos.
Após o presidente dos EUA, Donald Trump, dar um prazo de 48 horas para o Irã liberar o Estreito de Ormuz, o republicano esticou o deadline e falou em negociações muito boas com Teerã. Foi o gatilho para os ganhos dos índices, que se mantiveram no positivo a despeito de representantes do Irã terem refutado a informação sobre negociações entre Teerã e os EUA.
"Certamente, terceiros estão se manifestando, mas a conclusão do mercado é que os EUA gostariam de evitar as consequências econômicas da escalada do conflito", escreveram analistas do Société Générale.
As companhias aéreas se beneficiaram da queda do petróleo e ações da American Airlines e United Airlines subiram 3,74% e 4,46%, respectivamente. As empresas de cruzeiro marítimo também se somaram aos ativos em recuperação, com a Carnival em alta de mais de 5,5%, após afundar mais de 18% desde os ataques ao Irã.
As gigantes petrolíferas não acompanharam a queda do petróleo e resistiram em alta, como a Chevron, que subiu 1,73%. Em evento em Houston, o CEO da Chevron, Mike Wirth, disse que os mercados estão muito apertados diante das implicações do conflito no Oriente Médio. "Existem manifestações físicas muito reais do fechamento do Estreito de Ormuz que estão se espalhando pelo mundo e por todo o sistema, e eu não acho que estejam totalmente precificadas nas curvas futuras do petróleo", disse o executivo, segundo o The Wall Street Journal,
As ações da Berkshire Hathaway classe B caíram 0,2% após a Tokio Marine anunciar que venderá ações próprias por 287,41 bilhões de ienes, o equivalente a US$ 1,81 bilhão, para a National Indemnity, principal unidade de resseguros da Berkshire Hathaway.
A Estée Lauder caiu 7,7% após notícia de que pretende comprar a Puig, detentora da marca Jean Paul Gaultier, segundo o Financial Times.
(Com Agência Estado)
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