Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para maio fechou em queda de 10,28% (US$ 10,10), a US$ 88,13 o barril. Já o Brent para junho recuou 9,86% (US$ 10,49), a US$ 95,92 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).
Em análise ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), gerente de Pesquisa Macroeconômica do Inter, André Valério, comenta que, mesmo com a reabertura do Estreito de Ormuz, haverá um impacto duradouro na oferta de petróleo do Oriente Médio, já que levará algum tempo para normalizar.
Ele, entretanto, observa que "o aumento dos preços foi menor do que o esperado, o que sugere que o mercado global parte de uma situação de relativa sobreoferta, com níveis elevados de estoques que vêm sendo usados para amortecer o choque". Mas, a depender da duração do conflito, a situação pode se agravar. Segundo ele, estima-se que entre 10 e 12 milhões de barris por dia estão potencialmente em risco, o que implica uma redução significativa dos estoques ao longo do tempo.
O Rabobank aumentou a previsão para os preços do petróleo, argumentando que a intensidade da guerra vai primeiro aumentar para depois diminuir. O banco afirma que o conflito deve durar até meados de abril, mas ressalta que aumentou "acentuadamente" o risco de cenários extremos - entre eles o de prolongamento da guerra. O Rabobank prevê que o preço do barril de petróleo tipo Brent alcançará US$ 107 no segundo trimestre, US$ 96 no terceiro trimestre e US$ 90 no quarto trimestre.
O Goldman Sachs elevou a previsão para o barril do Brent em 2026 de US$ 77 para US$ 85, enquanto, para o WTI, a previsão subiu de US$ 72 para US$ 79.
(Com Agência Estado)
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