O levantamento aponta que todos os indicadores relacionados às expectativas do setor para os próximos seis meses caíram. O índice de expectativa de número de empregados recuou 2,3 pontos, para 49,5 pontos. O de expectativa de novos empreendimentos e serviços teve queda de 1,5 ponto, atingindo 49,7 pontos.
A CNI destaca que, nos dois casos, os indicadores ficaram abaixo da linha divisória dos 50 pontos, mostrando que os "empresários da construção deixaram de esperar crescimento e passaram a vislumbrar queda da quantidade de empregados e dos novos lançamentos".
Com relação ao índice de expectativa de nível de atividade, houve um recuo de 0,8 ponto, ficando em 51,3 pontos. Ao se aproximar mais da linha divisória dos 50 pontos, avalia a CNI, o indicador revela perspectivas de menor crescimento da atividade nos próximos meses. As expectativas de compras de insumos e matérias-primas também ficaram moderadas, com o índice ficando em 50,3 pontos.
"Apesar do lançamento de programas importantes para o setor no fim do ano passado, como o novo modelo de crédito imobiliário e a disponibilização de financiamentos para a reforma de casas de pessoas de baixa renda, os custos da indústria da construção seguem pressionados, seja pelo cenário interno, marcado por juros muito altos, seja pelo cenário externo de muita incerteza", avalia o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.
Com o aumento do pessimismo, o índice que mede a intenção de investimentos do setor caiu pelo segundo mês consecutivo, de 42,9 pontos para 42,1 pontos.
A pesquisa mostra uma melhora em relação ao momento do setor em fevereiro, mas ainda assim os indicadores seguem abaixo do observado no mesmo período de 2025. O índice de evolução do nível de atividade, cresceu 2,6 pontos e chegou a 45,7 pontos. O de número de empregados cresceu 1,7 ponto, para 47 pontos, interrompendo a sequência de três quedas consecutivas.
Com relação à Utilização da Capacidade Operacional (UCO), houve uma alta de um ponto porcentual, alcançado 65%. Ainda assim, o resultado é menor que o observado no mesmo mês de 2024 e 2025.
Os empresários da construção estão sem confiança. Entre fevereiro e março deste ano, o índice que mede a confiança desses industriais caiu 2,1 pontos, para 46,5 pontos. Para os executivos do setor, tanto as condições atuais das empresas e da economia quanto as perspectivas para os próximos meses são negativas.
Pela metodologia da pesquisa, os índices variam de zero a 100 pontos, sendo negativos os resultados abaixo de 50 pontos. A Sondagem da Indústria da Construção de fevereiro ouviu 309 empresas, entre os dias 2 e 11 de março.
(Com Agência Estado)
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