"Não há caminho provável para juros dos Estados Unidos com tanta incerteza ao redor", disse Daly em publicação no X, acrescentando que o Fed precisa se manter flexível e capaz de responder aos riscos.
Caso o conflito se prolongue, Daly projeta interrupções no fornecimento de energia e as pressões de custo associadas podem persistir, elevando os riscos de inflação mais alta, crescimento mais lento e um mercado de trabalho mais fraco. Isso afetaria a política monetária ao tornar mais difícil equilibrar os riscos em ambos os lados do duplo mandato do Fed.
Num cenário mais benigno, em que o conflito no Oriente Médio se resolva rapidamente, ela projeta os preços do petróleo e da energia recuando, com impacto "limitado" e de "curta duração" sobre a economia dos Estados Unidos. "Nesse caso, provavelmente faria sentido ignorar a alta temporária nos preços de energia, desde que as expectativas de inflação permaneçam bem ancoradas", afirmou ela.
Daly ainda argumentou que, em momentos como esse, a orientação futura sobre a política monetária do Fed pode provocar uma "falsa sensação de certeza", sendo mais danosa para a transparência do BC americano e impedindo que seja possível prever corretamente como os dirigentes irão reagir aos choques econômicos.
(Com Agência Estado)
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