"Eu oro para acontecer é que essa delação seja feita da forma mais qualificada tecnicamente, que toda afirmação seja acompanhada de indícios que corroboram a narrativa. Que não seja uma coisa leviana contra inimigos", afirmou Haddad.
Haddad também declarou que os fraudes no Banco Master começaram durante a gestão do ex-presidente do Banco Central (BC) Roberto Campos Neto. O ministro disse que Campos Neto fez "inúmeras decisões" que beneficiaram a entidade de Vorcaro.
"Temos que jogar luz neste pecado original. Não que os outros pecados sejam de menor importância, mas todos foram derivados desse. Tudo começou ali", declarou o ex-ministro.
O ministro disse também que os envolvidos no escândalo bilionário cometeram um "grave delito contra a economia popular". Ele também afirmou que fica "chateado" por ver que o governo federal, a imprensa e a opinião pública não conseguem fazer um "recorte" para, segundo o pré-candidato, que as fraudes iniciaram antes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Haddad deixou o Ministério da Fazenda na semana passada para concorrer novamente ao comando do Palácio dos Bandeirantes. O petista deve disputar o posto com o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). O novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, foi nomeado em 20 de março.
(Com Agência Estado)
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