Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,73%, a 10.667,63 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 2,25%, a 24.698,94 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 1,97%, a 8.425,13 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 1,75%, a 48.869,43 pontos. Em Madri, o Ibex 35 teve alta de 2,01%, a 18.453,70 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 cedeu 0,51%, a 9.185,28 pontos. As cotações são preliminares.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que a importante rota marítima está "completamente aberta" para navios comerciais durante o período restante do cessar-fogo em vigor entre Beirute e Tel-Aviv alcançado na quinta-feira.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que Teerã concordou em "nunca mais" fechar o estreito e que o país persa aceitou interromper o enriquecimento de urânio, central para o programa nuclear iraniano.
As sinalizações arrefeceram as preocupações geopolíticas e levaram o petróleo a uma queda maior de 12%, o que pressionou papéis de petrolíferas e outras empresas do setor energético. A TotalEnergies cedeu cerca de 5%, enquanto a BP e a Shell tiveram quedas de 7,5% e 5,48%, respectivamente. Na contramão, ações de companhias aéreas saltaram com possível alívio sobre temores de abastecimento de aeronaves. A Lufthansa subiu 6%, a Air France-KLM teve variação positiva de 7,51% e a EasyJet encerrou em alta de 6,9%.
Apesar do otimismo, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, voltou a dizer que, no curto prazo, o choque energético causado pela situação no Oriente Médio deve pressionar os preços, enquanto, no médio prazo, os efeitos dependerão da intensidade e da duração do conflito. No mesmo sentido, o economista-chefe do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), Huw Pill, disse que é importante monitorar como o choque nos preços de energia irá se propagar na economia britânica.
Investidores seguem monitorando também a situação no Reino Unido, após o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, recusar renunciar ao cargo diante de pressões de partidos da oposição envolvendo a nomeação do ex-embaixador nos EUA Peter Mandelson.
(Com Agência Estado)
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