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Economia Terça-feira, 10 de Março de 2026, 13:30 - A | A

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Terça-feira, 10 de Março de 2026, 13h:30 - A | A

Bolsas da Europa fecham em alta sob melhora do apetite por risco após falas de Trump sobre Irã

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

As bolsas da Europa fecharam em alta nesta terça-feira, 10, recuperando parte das perdas recentes, em meio à melhora do apetite por risco global após o presidente dos EUA, Donald Trump, indicar a possibilidade de um fim próximo da guerra no Oriente Médio. O movimento ajudou a aliviar temores de um choque prolongado nos preços de energia e levou a forte queda do petróleo, o que favoreceu principalmente ações sensíveis a custos de combustível, como as de companhias aéreas.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 1,59%, a 10.412,24 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 2,25%, a 23.935,32 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 1,79%, a 8.057,36 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 2,67%, a 45.201,69 pontos. Em Madri, o Ibex 35 subiu 3,04%, a 17.443,60 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 1,67%, a 9.023,78 pontos. As cotações são preliminares.

O petróleo tombou mais de 10% após Trump afirmar que o conflito com o Irã pode estar "muito próximo do fim", o que melhorou o humor dos mercados. Ainda assim, o Danske Bank recomenda "otimismo cauteloso" ao avaliar as falas e ressalta que o mercado precisa ver a retomada efetiva do tráfego no Estreito de Ormuz para reduzir de forma sustentada a pressão nos mercados de energia. Já o ING alertou que o apetite por risco pode continuar no curto prazo, mas recomendou cautela diante da incerteza geopolítica.

O recuo do petróleo reduz custos de combustível e tende a diminuir preocupações de choques inflacionárias. Neste cenário, companhias aéreas se recuperaram de perdas recentes, como a Lufthansa, que avançou cerca de 8%, enquanto em Paris a Air France-KLM subiu perto de 4%.

Entre setores, defesa (+1,8%), tecnologia (+2,8%) e recursos básicos (+4,1%) tiveram ganhos robustos, este último em linha com o rali de commodities metálicas conforme investidores também digeriam dados da balança comercial da China.

Em Frankfurt, a Volkswagen ganhou cerca de 2,8% após prever melhora da margem operacional neste ano, apesar de classificar 2025 como um período desafiador.

Na contramão, a suíça Lindt despencou mais de 8% após reduzir sua projeção de crescimento orgânico de vendas para 2026, citando incertezas geopolíticas.

(Com Agência Estado)

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