Como a Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) mostrou na quinta-feira, a maior parte das projeções já apontava para esse resultado. A cobrança é menor que a aplicada em julho do ano passado, quando vigorou a bandeira vermelha patamar 1, adicional de R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos.
Feitosa explicou que a bandeira amarela reflete, desde o mês de abril, condições menos favoráveis de geração no País, típicas do período seco. Nesse período, há redução nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas e necessidade de acionamento de térmicas que possuem custo mais elevado.
O acionamento da bandeira amarela foi feito após o volume de chuvas ficar abaixo da média, com projeções que já apontavam nesse sentido. De janeiro a abril deste ano, a bandeira tarifária permaneceu verde, tendo vista as condições favoráveis à geração de energia no País.
O fenômeno do El Niño, no segundo semestre deste ano, com seu efeito no aumento das temperaturas e redução das chuvas no Norte e Nordeste do País, reforça essa perspectiva de bandeiras tarifárias mais caras ao longo do ano.
O volume de chuvas em março passado esteve em nível considerado satisfatório. Houve um aumento no volume de chuvas em fevereiro, resultando na elevação do nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas. Em janeiro, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) anunciou um conjunto de ações consideradas preventivas para o atendimento eletroenergético de 2026, tendo em vista os alertas sobre armazenamento de hidrelétricas.
Além do risco hidrológico (GSF), gatilho para o acionamento das bandeiras mais caras, outro fator de peso é o aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) - valor calculado para a energia a ser produzida em determinado período.
(Com Agência Estado)
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