A previsão agora é que sejam produzidas 2,1 milhões de motocicletas em 2026, 30 mil a mais do que na projeção anterior. Para as vendas, a projeção de crescimento passou de 4,6% para 6,9%, com o recorde de 2,35 milhões de motocicletas emplacadas.
Na apresentação das novas projeções, o presidente da Abraciclo, Marcos Bento, disse que o setor acompanha com atenção as mudanças climáticas, intensificadas pelo El Niño, mas se preparou para a estiagem no Norte, que prejudica o transporte de cargas das fábricas pelos rios. Três anos atrás, uma seca histórica na região provocou paradas de fábricas, após a interrupção no abastecimento de peças e no escoamento da produção pela baixa no rio Amazonas e afluentes.
"A expectativa é que no fim de outubro a gente tenha o momento mais crítico de seca. Mas o aprendizado que tivemos em 2023, onde a seca foi bastante severa, fez com que as indústrias se preparassem com antecedência ... Então, conseguiremos atingir o volume de produção que está projetado", afirmou Bento.
Apesar dos juros altos, ele ressaltou que as vendas de motos continuam crescendo em razão do baixo valor de aquisição e de manutenção do veículo, além da demanda vinda dos serviços de entrega (delivery). Além disso, acrescentou o executivo, a linha de crédito do governo com juros mais baixos para a troca de motocicletas de entregadores, no âmbito do programa Move Brasil, já financiou a venda de 21 mil motos. "É um programa importante, que vem também para ajudar com uma taxa de juros melhor para um público de entrada", disse o presidente da Abraciclo.
(Com Agência Estado)
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