A investigação teve início a partir do pedido de instauração de inquérito policial feito pela presidente do Palmeiras, Leila Pereira. Uma auditoria interna identificou, no início deste ano, a atuação de um grupo suspeito de utilizar ferramentas tecnológicas, incluindo robôs automatizados (bots), para adquirir entradas em grande quantidade, dificultando a compra dos torcedores pelo canal oficial de venda dos ingressos.
O pedido da instauração de inquérito foi motivado pela publicação da matéria publicada pelo Estadão que mostrou como cambistas se adaptaram à implantação do reconhecimento facial para burlar a tecnologia e seguir comercializando ingressos de maneira irregular. Fraudes também foram identificadas no MorumBis e na Neo Química Arena, estádios de São Paulo e Corinthians, respectivamente.
A ação foi deflagrada por meio da Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade), vinculada ao Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope). Quinze mandados de busca e apreensão foram cumpridos na capital paulista e em municípios do interior e da Região Metropolitana de São Paulo.
A investigação, liderada pelo delegado Cesar Saad em parceria com o Palmeiras, identificou suspeitas de uso irregular de dados cadastrais de torcedores para viabilizar a revenda de ingressos em plataformas não oficiais, por preços acima dos cobrados originalmente.
A Polícia Civil dará continuidade à apuração a partir da análise dos itens recolhidos na operação. O objetivo é mapear a participação de cada suspeito, dimensionar o alcance do esquema e determinar as responsabilidades dos envolvidos.
(Com Agência Estado)
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