Segundo Durigan, a alta volatilidade do conflito pode gerar aumento de arrecadação para o País, com maior entrada de receitas ligadas ao petróleo, como royalties e tributos. Do ponto de vista estritamente fiscal, disse que a Fazenda poderia se limitar a aproveitar essa receita adicional e não adotar medidas de compensação.
O ministro, porém, argumentou que a atuação do governo não pode se restringir ao resultado das contas públicas, porque o aumento de preços e os efeitos econômicos podem atingir diretamente a atividade e a sociedade. Ele citou como riscos a possibilidade de greve de caminhoneiros, prejuízos ao escoamento da safra e impactos no transporte público de grandes metrópoles.
Compromisso fiscal
Durigan afirmou que a estratégia será manter o compromisso fiscal, buscando melhorar as contas públicas sempre que possível até o fim do ano, mas sem deixar de promover ações de mitigação dos prejuízos associados ao conflito. Ao mesmo tempo, reiterou que o objetivo da equipe econômica é retirar subsídios e voltar à situação anterior assim que houver espaço.
No caso específico das subvenções em vigor, o ministro disse que elas seguem em revisão constante e estão sendo mantidas neste momento enquanto o governo aguarda a evolução do conflito. "Nossa intenção é encerrar a subvenção assim que o preço do petróleo recuar. Esse é um compromisso nosso", disse.
(Com Agência Estado)
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.









