Um dos principais anúncios foi a criação de uma mesa-redonda conjunta com executivos de empresas francesas e alemãs para fortalecer a cadeia europeia de ímãs permanentes de terras raras, considerados essenciais para setores como defesa, veículos elétricos e transição energética. Os dois governos também apoiaram a criação de uma Plataforma de Inteligência Mineral no futuro Centro Europeu de Matérias-Primas Críticas (EU-CRMC, na sigla em inglês) e defenderam o redirecionamento de instrumentos financeiros da União Europeia para projetos em toda a cadeia de valor dos metais críticos, além de uma atuação mais operacional do bloco na organização desses mercados.
Na área de tecnologia, os países ampliaram a cooperação em IA, semicondutores, computação quântica, baterias avançadas e fusão nuclear. Berlim e Paris disseram que trabalharão para acelerar a adoção de IA pela indústria, especialmente por pequenas e médias empresas, impulsionar projetos europeus de interesse comum (IPCEI) e estruturar a iniciativa European Frontier AI, com o objetivo de fortalecer a capacidade europeia em computação, pesquisa, talentos e investimentos, reduzindo a dependência de fornecedores estrangeiros. Também foi firmado um acordo para ampliar a cooperação em energia de fusão e assinada uma posição conjunta sobre a futura legislação europeia para tecnologias quânticas.
Na área espacial, França e Alemanha reafirmaram apoio ao sistema europeu de comunicações por satélite IRIS, defenderam maior cooperação em tecnologias espaciais críticas e classificaram a conectividade e a gestão do espectro de radiofrequências como ativos estratégicos para a soberania europeia.
(Com Agência Estado)
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