Copa Pantanal Segunda-feira, 03 de Outubro de 2011, 08:35 - A | A

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SOB SUSPEITA

Secopa 'nasce' com 22 procedimentos tramitando no Ministério Público

Promotor quer abrir a “caixa-preta” da autarquia com inquéritos, principalmente, nas áreas de probidade administrativa e patrimônio; representante avisa que, independente de ser autarquia ou secretaria, fiscalização será a mesma

HÉRICA TEIXEIRA
herica@hipernoticias.com.br

Imagem da Internet

O Ministério Público do Estado cobra informações da Agecopa quanto a execução das obras para a Copa 2014
Mesmo com a extinção da Agência Estadual de Execução dos Projetos da Copa (Agecopa) e a criação da Secretaria da Copa (Secopa), os 22 procedimentos abertos pelo Ministério Público do Estado (MPE) por meio do Grupo Especial de Acompanhamento da Copa do Mundo (Gecopa) não deixarão de existir.
 
O promotor Clóvis de Almeida Júnior, que responde pela área de probidade administrativa e patrimônio enfatizou que tanto faz ser agência ou secretaria, o Ministério Público vai continuar pedindo informações. Só para este setor, foram solicitados 12 inquéritos civis. Os outros 10 inquéritos abertos fazem parte das demais áreas que compõem a Gecopa, que são Meio Ambiente, Cidadania e um representante em Várzea Grande.
 
“Independente de ser secretaria, de ser agência, o MP continua fiscalizando. A gente vive de informação. Para instruir inquérito civil a gente precisa de informação, normalmente oficial, sempre que tem alguma dúvida nós requisitamos a informação”, apontou.

Além de Clóvis de Almeida Júnior, que compõe a Gecopa, também faz parte do núcleo, Carlos Eduardo (Meio Ambiente), Alexandre Matos Guedes (Cidadania), Tiago Afonso (Várzea Grande), e a procuradora de Justiça Silvana Correia Viana.
 
"LEGADO AMEAÇADO"

O promotor não disponibilizou o documento para a reportagem, mas confirmou os 22 procedimentos abertos para buscar informações sobre os assuntos internos da agência.

Clóvis de Almeida informou que buscar informações com os gestores da Agecopa não é uma tarefa tão fácil. “São 22 procedimentos. Não estamos recebendo (informação) da forma como gostaríamos, mas estamos cuidando disso. A cúpula do MP já está em contato com o Executivo para melhorar este fluxo de informações, para que isso possa ficar da forma como precisa ser”, argumentou.  

O promotor enfatizou que cada inquérito tem prazo máximo de 12 meses para ser concluído e ao final das investigações podem acontecer três procedimentos. “A investigação pode redundar em três coisas: arquivo, porque não se confirmou; ajustamento de conduta, que adequa a conduta das pessoas ou entramos com ação”, sentenciou.

O promotor também fez questionamentos sobre o prazo para a conclusão das obras e citou que Cuiabá está com o que ele chamou de “legado ameaçado”. “Matéria da Folha de S.Paulo trouxe que das 12 cidades-sede, 10 estão com legado ameaçado. Cuiabá está dentro destas cidades. Preocupação não é só do MP”, concluiu.

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E O KIKO 03/10/2011

Será que essas mesmas pessoas que falam da AGECOPA/SECOPA tem coragem de dizer alguma coisa da Assembelia legislativa, do Tribunal de Contas do Estado ou do Ministério Publico? O quanto eles gastam? E o quanto eles produzem?

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