Copa Pantanal Segunda-feira, 06 de Junho de 2011, 19:23 - A | A

Segunda-feira, 06 de Junho de 2011, 19h:23 - A | A

BEIRA DO RIO

Plantio de 500 árvores marca inicio de programa Copa Pantanal

Ato ocorreu em localidade no município de Santo Antônio do Leverger, a beira do rio Cuiabá

DA REDAÇÃO

Edson Rodrigues/Agecopa
Comunidade em Santo Antônio do Leverger se envolveu na programação cultural
Transformar ar puro em uma nova fonte de renda para 3 mil famílias ribeirinhas e recuperar a mata ciliar de rios de Mato Grosso até a Copa de 2014 são as bases do projeto Copa Verde, lançado na manhã desta segunda-feira (06.06) pela Agecopa para neutralizar o carbono emitido na construção da Arena Pantanal, o estádio que sediará os jogos do Mundial em Cuiabá.

O projeto prevê o plantio de 1,4 milhão de árvores nativas de 62 espécies até 2014 nos leitos dos rios Cuiabá, São Lourenço e Paraguai, formadores do Pantanal.

As primeiras 500 mudas foram plantadas pela manhã à beira do rio Cuiabá, no sítio Jatobá, em Santo Antônio de Leverger, a 35 quilômetros da Capital, por autoridades presentes, como o governador do Estado, Silval Barbosa, e o presidente da Agecopa, Eder Moraes.

Para o casal de ribeirinhos donos da propriedade, Iria Marques da Silva Arruda, 68 anos, e Manoel José de Arruda, 82, o projeto é uma oportunidade de ver a margem do rio Cuiabá reflorestada, como quando eram crianças.

“Aos poucos as árvores foram caindo e a gente ficava com o coração partido. Fomos perdendo muitos de frutas, como mangueiras, coqueiros, cajueiros. Era de dar dó”, disse a sitiante.

Nas margens do rio que corta Cuiabá, Iria criou os dois filhos. “Nasci aqui e criei minha família aqui. Pensar que o rio pode ser de novo tão bonito como já foi um dia é um sonho”, disse ela. O casal mora em Área de Preservação Permanente (APP) e já perdeu uma casa em um desmoronamento do barranco.

“A Agecopa dará as mudas e toda a assistência técnica gratuitamente aos ribeirinhos. Quando as árvores estiverem plantadas, compraremos deles os créditos de carbono. Com esse projeto queremos a realização da primeira Copa Verde no mundo, aliando sustentabilidade à inclusão social”, destacou Eder Moraes.

O presidente destacou que R$ 710 mil serão repassados aos sitiantes como pagamento pelos serviços ambientais, o maior montante já pago diretamente à população no Brasil pelo trabalho ecossistêmico. A construção da Arena é a primeira construção que integra o projeto Copa Verde, mas outras obras também poderão ter a emissão de carbono neutralizada.

PRESERVAÇÃO

O governador do Estado, Silval Barbosa, pontuou que, além de promover a sustentabilidade ambiental, é fundamental que pessoas que não têm acesso e que desconhecem a lei ambiental tenham a oportunidade de se adequar à legislação e de participar da promoção da preservação do meio ambiente. “O rio é a vida destas pessoas e é muito importante levarmos a eles cidadania e educação ambiental”. (Com informações da Agecopa)

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