Copa Pantanal Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2011, 10:21 - A | A

Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2011, 10h:21 - A | A

NEGOU

Ministro das Cidades nega denúncia que envolve obras da Copa em Cuiabá

Negromonte explica no Senado suposta fraude que teria encarecido em R$ 700 mi uma obra

PORTAL R7

Imagem da Internet

Negromonte disse ainda que já solicitou sindicância e, caso tenha havido algum erro as pessoas serão punidas

O ministro das Cidades, Mario Negromonte, disse nesta quinta-feira (8) que não solicitou parecer de mudança de obras da Copa de 2014 em Cuiabá (MT). A alteração teria resultado num acréscimo de R$ 700 milhões no contrato. Negromonte deu explicações sobre as irregularidades no Senado em audiência que durou cerca de uma hora na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle.

De acordo com o ministro, os técnicos da pasta fizeram a alteração do parecer que sobre implantação do VLT (Veiculo Leve sobre Trilhos) e houve apenas uma "divergência de pareceres”.

''Não tive conhecimento desse parecer nem solicitei. Não solicitei nem por telefone, nem pessoalmente, 'a diretora ou ao chefe de gabinete. Eles são técnicos e têm autonomia para análise técnica e isso é normal.

Negromonte disse ainda que já solicitou sindicância e, caso tenha havido algum erro as pessoas serão punidas.

''Não vamos passar a mão na cabeça de ninguém. A idade de mentir já passou. Houve divergência de parecer.

Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo do fim de novembro apontou que Negromonte teria dado aval para que a diretora de mobilidade da pasta, Luiza Vianna, "forjasse" um documento que "adulterou" um parecer técnico, para autorizar a implantação de um VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) em Cuiabá (MT), no lugar de uma linha rápida de ônibus. A diretora negou a acusação.

A obra serviria para facilitar o transporte na cidade, que é uma das cidades sede da Copa do Mundo de 2014. Com a mudança, que teria sido supostamente autorizada pelo chefe de gabinete do ministro, Cássio Peixoto, o projeto teve um acréscimo de 700 milhões de reais.

O Ministério Público Federal no Distrito Federal instaurou investigação cível para apurar denúncias de irregularidades que envolvem o ministério.

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