Cidades Segunda-feira, 27 de Junho de 2011, 09:48 - A | A

Segunda-feira, 27 de Junho de 2011, 09h:48 - A | A

DEPOIMENTO

Vigilante diz que matou porque empresário o chamou de 'macaco preto' e o ameaçou de morte

Alexsandro chegou cabisbaixo, acompanhado de dois advogados; família da vítima quer prisão do acusado

HÉRICA TEIXEIRA
herica@hipernoticias.com.br

Imagem da Internet

O vigilante Alexsandro Abílio de Farias confessou ao delegado Antonio Carlos Garcia, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que matou o empresário Adriano Henrique Marissael de Campos, 71 anos, porque ele o chamava de “macaco preto”, o que caracteriza preconceito racial.

Além disso, explica Garcia, o empresário o ameaçou de morte por diversas vezes. Isso acontecia porque algumas vezes a porta giratória do banco Itaú travava quando Adriano passava.

O vigilante disse que todas as provocações foram comunicadas à gerência do banco Itaú e a empresa de segurança em que ele trabalha e nenhuma providência foi tomada.

O delegado, que saiu da sala para falar com jornalistas, afirma que, apesar dessas confissões e alegações, o vigilante não se livrará da acusação de homicídio qualificado, já que não deu chances de a vítima se defender.
O vigilante chegou à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) por volta das 9h45.

Alexsandro chegou à DHPP cabisbaixo e acompanhado de dois advogados. Ele não quis dar entrevista. A família do empresário, que era dono de um dos mais tradicionais restaurantes da Capital, também está com um advogado e pede que o acusado fique preso.

O crime aconteceu na terça-feira (21) dentro de uma agência do banco Itaú, na avenida Carmindo de Campos, em Cuiabá. Adriano teria sido barrado na porta giratória. Policiais informaram que não há previsão para o término do depoimento.

INQUÉRITO

Na semana passada, o delegado Antonio Carlos Garcia disse que seria muito difícil ele pedir a prisão preventiva do vigilante, uma vez que o acusado tem profissão definida, residência fixa, não estava atrapalhando as investigações e se apresentaria de forma expontânea. "Não há motivo para este pedido de prisão preventiva", avaliou Garcia.

 

 

 

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Heródoto 27/06/2011

Claro que o cliente não morreu de graça. Alguma coisa havia entre ambos, anterior ao fatídico episódio. Mas, o que expressa o homicida, é claramente por orientação de seu advogado. Porém, leis que privilegiam a raça humana pela cor, dão todas as condições de defesa ao agressor, quando comente crime.

Andhressa 27/06/2011

Tem erro gramatical na linha fina. Tá escrito: "aocmpanhado". ;) N.R: Obrigado. Vamos corrigir imediatamente.

2 comentários

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