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Cidades Sexta-feira, 12 de Junho de 2015, 11:12 - A | A

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Sexta-feira, 12 de Junho de 2015, 11h:12 - A | A

COPA DA FIFA

Um ano e quase dois bilhões depois, só três obras ficaram prontas

Não adiantou muito a boa vontade do povo, nem todo o dinheiro. A cidade segue com cara de mal acabada

RODIVALDO RIBEIRO
DA REDAÇÃO

Um ano e quase dois bilhões depois do início da Copa da Fifa, a paisagem urbana da capital até mudou, mas pouquíssima gente diria que foi pra melhor. Passada a empolgação por um evento que “faria o mundo descobrir Cuiabá”, o que sobrou foram viadutos interditados (avenida do CPA e do contorno do bairro Santa Rosa), nenhuma árvore pelas principais ruas e avenidas da cidade (arrancadas para a implantação do Veículo Leve sobre Trilho) e, o mais grave, das prometidas 33 obras de mobilidade urbana, apenas três foram concluídas.

 

As três concluídas são as duplicações da ponte Rio Pari e da Avenida Juliano Costa Marques, além da construção da ponte sobre o córrego Gumitá, a um custo de cerca de R$ 7,021 milhões.

Marcos Lopes/HiperNotícias

viaduto/Sefaz/Obras da Copa/VLT

Um ano e dois bilhões depois da Copa do Mundo em Cuiabá, obras seguem inconclusas e causando transtornos

E não é só isso, somente o retaludamento do Morro Despraiado está em execução, as outras estão paralisadas ou sendo usadas sem serem concluídas -- caso de todas as trincheiras, viadutos e duplicações de asfalto --, sem falar no VLT, cuja única realidade são os vagões de trem enferrujando em Várzea Grande (a um custo de R$ 498 milhões só na compra, sem contar a manutenção que não está sendo feita) e os rasgos no asfalto das mais movimentadas avenidas da cidade, deixando pra trás lama e poças d’água onde um dia houve árvores e buracos mal cobertos onde era asfalto. Tudo a um custo de R$ 1,040 bilhão até agora, com a obra longe de ser concluída.

 

Thiago Mattos/Hipernoticias

Arena Pantanal (noite)

Nem a Arena Pantanal, que foi palco dos jogos da Copa, foi terminada ainda

Mas não se esquece, nem ninguém quer, do local onde há um ano foi realizado o primeiro jogo de futebol local, a Arena Pantanal. Usada sem ser nunca concluída, foram pagos oficialmente R$ 453 milhões à Mendes Junior Trading e Engenharia S/A, empresa que começou a construção no dia 20 de abril de 2010 e até hoje não terminou.

 

“A Arena Pantanal já conta com termo de recebimento provisório, que foi dado pelo Governo do Estado em 2014 para realização da Copa do Mundo”, explicou a Secretaria de Cidades, por meio da assessoria de comunicação.  

 

PROBLEMAS

Além dos muitos transtornos relacionados aos desvios feitos no trânsito durante pelo menos quatro anos, também houve um desabamento no prolongamento do asfalto do viaduto do Santa Rosa que forçou à interdição da obra, interdição do elevado em frente à Secretaria de Fazenda, na Avenida do CPA, desde o dia 6 de agosto de 2014, por surgimento de fissuras nas juntas de dilatação da obra, que custou outros R$ 18 milhões e havia sido entregue (mesmo sem conclusão) seis meses antes, e, claro, aparecimento de fissuras no viaduto da avenida Fernando Correa, em frente à UFMT.

 

Sobre o viaduto da Sefaz, foi dito à época: “os custos da intervenção serão integralmente suportados pelo consórcio, sem qualquer ônus ao governo de Mato Grosso, uma vez que o viaduto está dentro do prazo de garantia contratual [ele faz parte do pacote do VLT]. Todas as obras executadas permanecerão sob regular e periódico monitoramento pelo consórcio, conforme procedimento padrão”, mandou a assessoria do Consórcio VLT.

 

Reprodução / Facebook

vlt ararath

'Pais do VLT' posam para foto; pepino bilionário talvez só fique pronto em 2018

Na Fernando Correa (também de responsablidade do Consórcio VLT), os alagamentos tornaram-se constantes, assim que o viaduto rompeu o asfalto nas proximidades da Universidade Federal. “Se esse trem [o VLT] não for anfíbio, isso gera um problema para a execução da obra”, tratou, com ironia, o atual secretário do Gabinete de Assuntos Estratégicos, Gustavo Oliveira, sobre o viaduto.

 

Oliveira também lembrou, juntamente com diversos representantes do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) que, dentre as muitas falhas no projeto do elevado, a largura das ruas laterais do viaduto eram insuficientes pro fluxo do local. Sobraram 428 metros de problemas concretados na área e nenhuma confiança por parte de quem por ele passa, pois um de seus pilares apresentou falhas ainda na época de concretamento e as vigas estão se afastando a olhos vistos. Sim, ele ainda não foi concluído e está com as obras paralisadas.

 

Por fim, merecem lembrança também o Aeroporto Marechal Rondon, os Centros de Treinamento tanto de Cuiabá quanto de Várzea Grande, a duplicação da Estrada do Moinho, o Complexo Viário da avenida da FEB, o Complexo Viário do Tijucal e o Viaduto do Despraiado. Somente estes dois últimos já consumiram, até agora, cerca de R$ 58 milhões do dinheiro de todo e qualquer contribuinte de Mato Grosso.

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M. Mattos 15/06/2015

Fui desde o início, um dos críticos mais contundentes das obras do Copa em Cuiabá, visivelmente sem nenhum planejamento, orçamentos ou origem e aplicação de recursos, cronogramas físico e financeiro, projetos executivos etc. que pelo menos dessem alguma visão do que se pretendia fazer. O alvo principal por ser a obra que envolvia o maior orçamento por volta de R$ 1,5 bilhão visivelmente insuficiente para termino a tempo de uso na copa pela grandeza de empreendimento era a previsão clara e definitiva de que as obras estavam sendo gerenciadas por amadores sem nenhum conhecimento de engenharia, economia, custos, etc. e só poderia desaguar nessa tragédia anunciada de viadutos interditados, ruas e avenidas esburacadas e poeirentas, outras obras paralisadas ou inacabadas e o pior, propinas e superfaturamentos que ninguém responde por nada dessas inconsequências e irresponsabilidades que o povo vai ter que acabar pagando o pato.

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M. Mattos 12/06/2015

Fui desde o início, um dos críticos mais contundentes das obras do Copa em Cuiabá, visivelmente sem nenhum planejamento, orçamentos ou origem e aplicação de recursos, cronogramas físico e financeiro, projetos executivos etc. que pelo menos dessem alguma visão do que se pretendia fazer. O alvo principal por ser a obra que envolvia o maior orçamento por volta de R$ 1,5 bilhão visivelmente insuficiente para termino a tempo de uso na copa pela grandeza de empreendimento era a previsão clara e definitiva de que as obras estavam sendo gerenciadas por amadores sem nenhum conhecimento de engenharia, economia, custos, etc. e só poderia desaguar nessa tragédia anunciada de viadutos interditados, ruas e avenidas esburacadas e poeirentas, outras obras paralisadas ou inacabadas e o pior, propinas e superfaturamentos que ninguém responde por nada dessas inconsequências e irresponsabilidades que o povo vai ter que acabar pagando o pato.

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