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Segunda-feira, 13 de Abril de 2026, 13h:56 - A | A

CIÊNCIA EM SINOP

Pesquisa verifica eficácia terapêutica de plantas regionais

Estudantes buscam entender ciencia por tras plantas de plantas usadas como remédio por comunidade

ANNA GIULLIA MAGRO
Da Redação

Cientistas de Sinop estão desenvolvendo uma Horto Medicinal, uma iniciativa que busca pesquisar e validar a eficácia terapêutica de plantas adaptadas ao clima local, correlacionando os princípios ativos de cada espécie aos sistemas orgânicos que elas podem tratar.

O estudo utiliza a estrutura do "relógio das plantas" para sistematizar a pesquisa em Farmacognosia e Botânica. Nele, espécies como a babosa, chanana, boldo e cidreira são cultivadas e monitoradas para entender como suas propriedades químicas reagem às condições de calor intenso da região. O objetivo das pesquisadoras é garantir que o uso dessas plantas pela comunidade não seja baseado apenas na tradição, mas amparado por dados sobre segurança e dosagem correta.

Para selecionar as espécies que compõem o horto, o grupo realizou um extenso levantamento bibliográfico e de campo, ouvindo agricultores e

Alexsandro Fama - UFMT

PROJETO HORTO MEDICINAL

 

moradores locais sobre o uso de plantas medicinais em seus quintais. Esse cruzamento de dados permite identificar quais plantas possuem potencial fitoquímico, ou seja, compostos bioativos naturais produzidos para defesa contra estresses ambientais, pragas e doenças pouco explorado pela ciência oficial, abrindo caminho para o desenvolvimento de novos fitoterápicos e tratamentos alternativos com base na flora regional.

A manutenção do espaço segue princípios rigorosos de agroecologia em parceria com o projeto Gaia, o que assegura que as amostras para pesquisa sejam livres de contaminantes químicos ou agrotóxicos. O manejo orgânico é fundamental para a precisão das análises laboratoriais futuras, pois garante que as substâncias extraídas das folhas, raízes e caules sejam puras, refletindo o real potencial curativo da planta em seu estado natural.

Além do impacto científico, o horto funciona como um centro de educação em saúde para evitar a automedicação perigosa com ervas desconhecidas. As acadêmicas explicam que, embora naturais, muitas plantas podem apresentar toxicidade se preparadas ou ingeridas de forma errada. 

A perspectiva é que o Horto Medicinal de Sinop se torne um banco de dados vivo, onde novas turmas de Farmácia possam realizar testes de eficácia mais profundos, garantindo que o saber tradicional de Mato Grosso receba o devido reconhecimento técnico e científico.

O projeto é desenvolvido por três alunas do curso de Farmácia da Universidade Federal de Mato Grosso, Geanny Arielly da Silva Sousa, Hevellyn Agostini e Mônica Catarina de Souza, com apoio da coordenadora do projeto Gaia, professora Rafaella Felipe, e de docentes do curso de Farmácia.

*Com informações da assessoria

Alexsandro Fama - UFMT

PROJETO HORTO MEDICINAL

 

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