Cientistas de Sinop estão desenvolvendo uma Horto Medicinal, uma iniciativa que busca pesquisar e validar a eficácia terapêutica de plantas adaptadas ao clima local, correlacionando os princípios ativos de cada espécie aos sistemas orgânicos que elas podem tratar.
O estudo utiliza a estrutura do "relógio das plantas" para sistematizar a pesquisa em Farmacognosia e Botânica. Nele, espécies como a babosa, chanana, boldo e cidreira são cultivadas e monitoradas para entender como suas propriedades químicas reagem às condições de calor intenso da região. O objetivo das pesquisadoras é garantir que o uso dessas plantas pela comunidade não seja baseado apenas na tradição, mas amparado por dados sobre segurança e dosagem correta.
Para selecionar as espécies que compõem o horto, o grupo realizou um extenso levantamento bibliográfico e de campo, ouvindo agricultores e
moradores locais sobre o uso de plantas medicinais em seus quintais. Esse cruzamento de dados permite identificar quais plantas possuem potencial fitoquímico, ou seja, compostos bioativos naturais produzidos para defesa contra estresses ambientais, pragas e doenças pouco explorado pela ciência oficial, abrindo caminho para o desenvolvimento de novos fitoterápicos e tratamentos alternativos com base na flora regional.
A manutenção do espaço segue princípios rigorosos de agroecologia em parceria com o projeto Gaia, o que assegura que as amostras para pesquisa sejam livres de contaminantes químicos ou agrotóxicos. O manejo orgânico é fundamental para a precisão das análises laboratoriais futuras, pois garante que as substâncias extraídas das folhas, raízes e caules sejam puras, refletindo o real potencial curativo da planta em seu estado natural.
Além do impacto científico, o horto funciona como um centro de educação em saúde para evitar a automedicação perigosa com ervas desconhecidas. As acadêmicas explicam que, embora naturais, muitas plantas podem apresentar toxicidade se preparadas ou ingeridas de forma errada.
A perspectiva é que o Horto Medicinal de Sinop se torne um banco de dados vivo, onde novas turmas de Farmácia possam realizar testes de eficácia mais profundos, garantindo que o saber tradicional de Mato Grosso receba o devido reconhecimento técnico e científico.
O projeto é desenvolvido por três alunas do curso de Farmácia da Universidade Federal de Mato Grosso, Geanny Arielly da Silva Sousa, Hevellyn Agostini e Mônica Catarina de Souza, com apoio da coordenadora do projeto Gaia, professora Rafaella Felipe, e de docentes do curso de Farmácia.
*Com informações da assessoria
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