Trabalhadores da Universidade Federal de Mato Grosso e da Universidade Federal de Rondonópolis deflagraram greve por tempo indeterminado nesta segunda-feira (13). A decisão integra um movimento nacional da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação das Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra) motivado pela quebra de cláusulas do Termo de Acordo 11/202 por parte do Governo Federal.
A decisão pela greve foi aprovada em assembleia geral no dia 7 de março. O principal ponto de conflito é o projeto de Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC). Embora o acordo previsse sua implantação para abril de 2026, o texto apresentado pelo governo foi classificado pelas entidades como "restritivo" e "deformado", distanciando-se do que havia sido pactuado com o Ministério da Educação (MEC).
O comando de greve informou que os serviços essenciais e as aulas não serão afetados neste momento. O movimento busca forçar o governo a retomar o diálogo institucional e cumprir integralmente o Termo de Acordo 11/2024, garantindo a recomposição de direitos e a valorização real da carreira PCCTAE.
ENTENDA
Em junho de 2024, os técnicos das universidades, ou seja, servidores que trabalhavam na secretaria, laboratórios, TI e outros, fizeram um acordo com o Governo Federal para encerrar a greve daquela época. O governo deu um aumento salarial parcelado, uma parte do reajuste seria feira ainda em 2025 e outra deveria ser feita agora em 2026.
O acordo dizia que, além do dinheiro, várias regras da carreira seriam melhoradas através de grupos de estudo. O sindicato acusa o governo de ter usado esses grupos apenas para ganhar tempo e, no fim, não mudar nada ou até piorar as regras que já existiam.
Os servidores voltaram à greve agora em 13 de abril de 2026 por causa de três pontos principais que ficaram travados:
1. Reconhecimento de Saberes (RSC): O RSC permitiria que o técnico recebesse um incentivo financeiro por sua experiência e competências, similar ao que já existe para professores. O governo enviou um Projeto de Lei (PL) que diminui o alcance desse direito, o que os sindicatos consideram uma quebra de confiança. O governo entregou um projeto muito rígido que quase ninguém consegue usar.
2. Carga Horária de trabalho: Muitos setores das universidades lutam para trabalhar 6 horas seguidas (totalizando 30h semanais) sem reduzir o salário, o que melhoraria o atendimento ao público. O governo simplesmente parou de discutir o assunto.
3. Aposentados e Especialistas: O governo ignorou promessas de corrigir erros nos salários de quem já se aposentou e deixou de pagar valores atrasados para médicos e veterinários das universidades.
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