O projeto “Memória e Ancestralidade: Cosmologia indígena & imagem em movimento” garantiu a preservação de registros audiovisuais da cultura Xavante, com a digitalização de mais de três décadas de imagens produzidas pelo cineasta indígena Divino Tserewahú, na Terra Indígena de Sangradouro. A iniciativa foi contemplada pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) no edital Cinemation de Acervo/Publicação – edição Lei Paulo Gustavo.
O material digitalizado foi entregue ao Museu de História Natural do Araguaia, em Barra do Garças, e também retornará ao cineasta e à comunidade de Sangradouro. As imagens documentam rituais, costumes e depoimentos de anciãos e lideranças, muitos já falecidos.
Segundo o produtor audiovisual Rodrigo Pereira Teodoro, idealizador do projeto, parte dos registros retrata práticas que não são mais realizadas, o que amplia o valor histórico e cultural do acervo. Ele destaca que a digitalização evita a perda definitiva de conteúdos gravados em formatos analógicos como VHS, Mini-DV, Betacam e Hi-8.
O processo contou com curadoria e tratamento técnico para padronização das imagens. Parte do material, originalmente em língua Xavante, recebeu legendas em português, ampliando o acesso ao público.
Além do Museu, o acervo passará a integrar o Cineclube Coxiponés, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Para Teodoro, o maior impacto é o fortalecimento do pertencimento cultural: “Com esse acervo disponível, a comunidade pode manter vivas suas tradições e até retomar práticas que foram se perdendo ao longo do tempo”.
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