A chapa 2 'Reage SES' foi eleita para comandar o Sindicato dos Servidores da Saúde de Mato Grosso (Sisma-MT) na quarta-feira (4), depois de dois dias de votação. Entre os sindicalizados, 2.138 estiveram aptos a votar. A chapa recebeu 1.100 votos, contra 997 da chapa 1, que tentava a reeleição.
Assume a entidade o presidente Carlos Mesquita, servidor da Saúde estadual desde 2001, atualmente lotado no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O mandato do novo grupo segue pelo triênio que segue de novembro de 2023 a novembro de 2026.
Em Cuiabá, os votos apontaram a decisão dos servidores pela mudança na diretoria, com diferença significativa de votos entre as duas chapas. A Capital foi responsável por 49,86% dos votos na chapa 2. A chapa 1 obteve 404 votos, enquanto a 2 alcançou 642 votos. Nos demais municípios, a disputa foi mais equilibrada.
Mesquita aponta que há necessidade de buscar alternativas de luta para reconquistar direitos perdidos há anos pela categoria. Entre alguns, ele cita a reversão do desconto de 14% do Imposto de Renda na conta dos servidores aposentados, a falta de concurso público há 21 anos e a desatualização da Recomposição Geral Anual (RGA), que está defasada desde 2015, o que contribuiu diretamente na redução drástica do poder de compra dos servidores.
"É preciso manter o diálogo com o poder público e mostrar o quanto os servidores da Saúde devem ser valorizados. Fomos essenciais no combate à covid-19. E perdemos muitos colegas durante o período, entre os que trabalhavam na linha de frente e em muitas unidades da SES", salienta.
O presidente eleito também enfatiza que é preciso buscar a paridade salarial dentro das categorias do SUS, citando que o Plano de Cargos e Carreiras da SES (PCCS) precisa ser ajustado à realidade atual.
"Nosso objetivo é a conquista da humanização dentro da Secretaria de Saúde, e a paridade salarial é uma das ações necessárias entre os perfis profissionais da SES. Ela precisa acontecer como naturalmente ocorreu a absorção das tarefas por todos os servidores, por conta da ausência do concurso público em tantos anos", diz ele.
Conforme a nova diretoria, a gestão do Sisma vem com propostas de fidelidade ao que preconiza a Constituição Cidadã de 1988, que completou nesta quinta 35 anos de promulgação. "Demonstra muita vontade de integrar os servidores da Capital e do interior, apliando o atendimento do Sisma e ofertando as mesmas oportunidades a todos os servidores, buscando diálogo nas unidades logo após a cerimônia de posse, para que a base seja ouvida quanto aos seus anseios e necessidades, para garantir condições mais dignas de trabalho e de atendimento aos usuários do SUS", reforça Mesquita.
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