Sexta-Feira, 10 de Julho de 2020, 16h:18

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Secretário descarta hospital de campanha e confirma 204 novos leitos de UTI

Por: WELLYNGTON SOUZA

O secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, descartou na manhã desta sexta-feira (10) a possibilidade do governo estadual de construir um hospital de campanha para tratamento de pacientes diagnosticados com a Covid-19. Com 97% da taxa de ocupação de leitos, o governo prepara a instalação de 204 novos leitos em pelo menos 10 municípios.

Divulgação

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 Figueiredo descarta hospital de campanha em Mato Grosso

"Se depender da iniciativa do governo do estado, [hospital de campanha] não está em nosso planejamento. Nós temos instalações prontas com equipamento no Hospital Estadual Santa Casa e no Hospital Metropolitano, em Várzea Grande. Mas, a nossa maior dificuldade encontrada nesse momento não é equipamento e sim profissionais para trabalhar e medicamentos que estão em falta. Essa é nossa maior luta. Construir um hospital provisório e depois de pronto não ter profissional, insumos para trabalhar não vai funcionar", disse durante coletiva virtual à imprensa.

Entrega de 204 leitos

Figueiredo anunciou ainda a abertura de 204 novos leitos de UTI exclusivos para pacientes diagnosticados com o coronavírus no interior do estado em parceria com as prefeituras. Pelo menos dez municípios serão contemplados.

Segundo o plano de trabalho da SES, serão abertos 20 novos leitos de UTI no Hospital Estadual Santa Casa, 30 no Hospital Metropolitano, 19 no Hospital Regional de Sinop e 10 no Hospital Regional de Cáceres.

Além disso, serão abertos leitos nos municípios Cuiabá (30), Alta Floresta (10), Água Boa (10), Confresa (10), Campo Verde (10), Pontes e Lacerda (10), Cáceres (5 leitos contratualizados com o Hospital São Luiz), Nova Mutum (20) e Peixoto de Azevedo (10). As ampliações totalizam 204 leitos para internação de pacientes diagnosticados com Covid-19 e já começam a ser entregues – como, por exemplo, os 20 leitos de UTI do Hospital Estadual Santa Casa, que entram em funcionamento nesta sexta-feira (10).

Conforme noticiado pelo HNT/Hipernotícias, em entrevista à Rádio Bandeirantes com José Luiz Datena, Mendes afirmou que a falta de profissionais para atender nas redes de saúde é uma crise enfrentada em diversos estados do país.

"O que está acontecendo hoje não é só em Mato Grosso. Nós conseguimos comprar equipamentos, mas o grande problema agora está sendo em relação aos profissionais, precisamos de gente para trabalhar especialmente de médicos. O governo está pagando mais caro aos profissionais, subimos salário, subimos para R$ 1.800 o plantão por 12 horas de um trabalho de médico e de outros profissionais da UTI para que a gente consiga vencer esse momento e atender a população".

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