O secretário de Esportes e Lazer de Cuiabá, Jefferson Neves, comentou sobre o acidente que sofreu de moto ocasionado por um fio de energia que cortou o pescoço dele. O ocorrido foi divulgado pela vereadora Michelly Alencar (União), esposa dele, na segunda-feira (13).
Jefferson disse que está se recuperando bem e foi apenas um susto, afirmou que pilotava em baixa velocidade e foi isso que o salvou de uma fatalidade: “Se estivesse um pouquinho mais rápido, mais de 30 km por hora, acho que não teria sobrevivido não, porque foi algo que poderia ter consequências muito mais graves”, comentou.
Segundo o secretário, o acidente foi na sexta-feira (10) e, apesar de não querer falar sobre inicialmente, Michelly fez questão de tornar o caso público. No vídeo que gravou para as redes sociais, a vereadora apontou necessidade de agilidade na implementação do Plano Diretor elaborado por Abilio Brunini (PL), documento que prevê o rebaixamento de fios para redes subterrâneas. Ela fez um apelo direto às empresas de telefonia e à Energisa, alertando que fios soltos representam um risco de morte real.
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Em confluência, Jefferson também responsabilizou diretamente a Energisa: “Quem loca tem essa responsabilidade e, a partir disso, a gente tem que levantar as providências com relação a não deixar isso acontecer com mais gente”.
Nesta semana, o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), reiterou que a empresa é a principal responsável pelos fios soltos nas ruas da capital, e defendeu a aplicação de multas:
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“Os fios têm que ser multados mesmo. Multadas as empresas que mexem com telefonia, as empresas que mexem com energia e internet, claro. Aquilo ali é inadmissível. (...) A responsável geral é a Energisa”, declarou.
FISCALIZAÇÃO E OPERAÇÃO TELEFONE SEM FIO
Fiscais da Secretaria de Ordem Pública (Sorp) da Prefeitura de Cuiabá passaram por uma capacitação técnica ministrada pela empresa nesta quarta-feira (15). Segundo a prefeitura, a iniciativa busca alinhar procedimentos, esclarecer pontos técnicos e intensificar o combate aos cabos irregulares espalhados pela cidade.
A ação integra a práticas da Operação Telefone Sem Fio, inserida no Programa Municipal de Ordenamento da Fiação Aérea, que reúne ações de monitoramento, fiscalização e reorganização da rede urbana.
Sob a mira de multas que já somam R$ 600 mil para a Energisa e a pressão popular após o grave acidente, a operação precisou apertar o passo. Foi divulgado que o trabalho integrado já resultou na retirada de mais de 10 toneladas de fios, sendo oito apenas neste trimestre.
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*Com informações do Olhar Direto
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