Moradores da terra indígena Capoto-Jarina, em Peixoto de Azevedo (674 km de Cuiabá), lar do cacique Raoni Metuktire, denunciaram ao HNT dificuldades para acessar a aldeia pela única estrada aberta na região devido às condições das pontes. As estruturas de madeiras originais cederam. Os indígenas improvisaram colocando toras para a viabilizar a passagem de veículos menores. No entanto, ambulâncias e caminhões para entrega de insumos, como medicamentos e merecenda, não conseguem acessar.
"Nós precisamos muito dessa melhoria da estrada porque é muito difícil o acesso e nós precisamos da merenda escolar, os pacientes que precisam fazer tratamento na cidade e aqueles que o médico deu alta não têm como retornar de carro, mas não tem melhoria na nossa estrada. A gente cobra a prefeitura pra mandar logo equipes para realizarem esse serviço, para fazer logo essa ponte para nós. Esse caso é gravíssimo", ressaltou o cacique Monhire Metuktire.
A situação da aldeia Capoto é de isolamento. Uma das lideranças da aldeia, Patxon Metuktire, membro do Conselho Distrital de Saúde Indígena, disse que o transporte terrestre de pacientes foi suspenso pela Secretaria Municipal de Saúde de Peixoto. A remoção de pacientes graves é feita somente de avião que funciona, exclusivamente, durante o dia. Patxon disse que foram enviados ofícios à Prefeitura de Peixoto solicitando reparos, mas não houveram providências até o momento.
"Os problemas de pontes causam insegurança para os motoristas, em especial, os veículos da saúde indígena que prestam atendimento de remoção, trânsito dos pacientes e acompanhantes indígenas da comunidade. A empresa prestadora de serviço na área da saúde resolveu suspender o atendimento após os motoristas relatarem a falta de segurança na hora de atravessar as pontes", explicou Patxon.
A estrada tem ao todo 17 pontos, sendo que seis estão em estado crítico. No dia 5 de maio, a seção de apoio administrativo da Secretaria de Saúde Indígena da aldeia encaminhou um ofício ao Ministério da Saúde mencionando os relatórios dos trabalhadores. O documento esclarece que os profissionais não se recusam a "prestar apoio à comunidade da Aldeia Kapoto, porém solicitam a garantia de condições adequadas de segurança para pacientes, profissionais e também para os próprios condutores".
OUTRO LADO
O HNT ligou para o prefeito de Peixoto de Azevedo, Paulistinha (União Brasil), mas ele recusou todas as chamadas. A reportagem também entrou em contato com a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra-MT) questionando se há previsão para manutenção nas estruturas ou a substituição das pontes de madeira, mas a assessoria esclareceu que a estrada não está sob a responsabilidade do Estado.
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