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Cidades Sexta-feira, 15 de Maio de 2026, 10:42 - A | A

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LISTA DAS 'ESTUPRÁVEIS'

Colegiado de Engenharia da UFMT diz que universidade não pode ser "ambiente de medo"

Classificaram as condutas como graves violações à dignidade humana e exigem prioridade na segurança de alunas e denunciantes

ANNA GIULLIA MAGRO
DA REDAÇÃO

O Colegiado do Curso de Engenharia Civil da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) classificou as condutas como graves violações à dignidade humana e exigiu que a instituição priorize a segurança imediata das alunas e dos denunciantes, afirmando que a universidade não pode se tornar um "ambiente de medo". A nota de repúdio foi publicada nesta quarta-feira (13).

O posicionamento ocorre após o pai de um dos estudantes envolvidos na polêmica "lista de estupráveis" invadir o campus de Cuiabá para ameaçar acadêmicos que se manifestaram contra o documento.

Na nota, os docentes reforçam que a circulação de listas classificatórias e mensagens misóginas não deve ser tratada como um episódio isolado ou mera "brincadeira", mas como uma ameaça real à liberdade acadêmica.

O grupo destaca que a intimidação de estudantes, especialmente quando praticada por terceiros externos à comunidade universitária, agrava o cenário de vulnerabilidade. O documento pede uma resposta célere e proporcional das autoridades, reforçando que o foco deve ser a garantia de condições seguras para que os alunos possam circular e se manifestar sem receio de retaliações.

O clima de tensão no campus se intensificou após câmeras de segurança registrarem o pai de um dos investigados abordando estudantes em tom ameaçador, chegando a afirmar que se o filho não se formasse, "os demais também não se formariam". Em solidariedade aos atingidos, o Colegiado de Engenharia Civil reiterou que a apuração dos fatos deve ocorrer com máximo rigor.

A unidade reforçou que a permanência estudantil está intrinsecamente ligada ao bem-estar e ao respeito mútuo, valores que foram feridos pelas declarações de cunho sexual e pelas tentativas de silenciamento.

Como medida de segurança imediata, o Colegiado já havia decidido pela suspensão das aulas presenciais teóricas do 1º semestre de Engenharia Civil, migrando-as para o formato remoto até o dia 18 de maio. A decisão administrativa visa resguardar os jovens enquanto as investigações criminais avançam na Polícia Civil e os processos disciplinares internos tramitam na Faculdade de Direito e na FAET. O corpo docente enfatiza que a preservação do ambiente acadêmico depende de medidas concretas de responsabilização dos envolvidos.

A manifestação do Colegiado soma-se ao coro de repúdio iniciado pelos Centros Acadêmicos e pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), que denunciam a banalização da violência de gênero desde o início de maio. A nota encerra cobrando que a Administração Superior da UFMT assegure que o respeito e a segurança sejam efetivamente garantidos a todos.

O apoio institucional é visto como peça-chave para que as estudantes, que se sentem expostas pela disseminação de discursos de ódio e misoginia, recuperem a confiança nas instâncias da universidade.

O Colegiado permanece em contato direto com a reitoria e com as autoridades de segurança pública para monitorar o desdobramento da representação criminal feita pelos alunos. A expectativa é que a asfixia desses discursos violentos e a punição exemplar dos responsáveis sirvam de marco para prevenir novos casos de assédio e violência contra a mulher dentro da instituição.

CONFIRA A NOTA

NOTA DE REPÚDIO E DEFESA DA SEGURANÇA NA UFMT

Diante dos fatos recentemente divulgados envolvendo estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso, o Colegiado de Curso de Engenharia Civil manifesta repúdio inequívoco à elaboração e circulação de conteúdo que expõe, desumaniza e incentiva a violência contra alunas, bem como às intimidações dirigidas a estudantes que realizaram a denúncia.

Não se trata de episódio isolado ou de “excesso” pontual, mas de condutas graves que atingem diretamente a segurança, a dignidade e a liberdade de estudantes dentro do espaço universitário. A universidade não pode ser ambiente de medo.

É imprescindível afirmar, com clareza, que a prioridade institucional deve estar na proteção imediata das alunas atingidas e dos estudantes denunciantes, garantindo condições seguras de permanência, circulação e manifestação, sem qualquer forma de ameaça, retaliação ou constrangimento.

A intimidação de estudantes, inclusive por terceiros, agrava ainda mais a situação e exige resposta firme, célere e proporcional por parte das autoridades competentes.

Reiteramos nossa solidariedade às alunas e aos estudantes que denunciaram os fatos, e reforçamos que a apuração deve ocorrer com rigor, acompanhada de medidas concretas de proteção e responsabilização.

A universidade deve assegurar um ambiente em que o respeito, a dignidade e a segurança de todos estejam efetivamente garantidos.

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