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Cidades Segunda-feira, 03 de Outubro de 2016, 14:35 - A | A

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Segunda-feira, 03 de Outubro de 2016, 14h:35 - A | A

ELEIÇÕES 2016

Polícias Civil e Federal prendem 37 candidatos por crime eleitoral em Mato Grosso

MAX AGUIAR

Cento e noventa e três suspeitos de crimes eleitorais, sendo 37 candidatos, foram detidos e conduzidos às delegacias da Polícia Civil e da Polícia Federal durante as eleições municipais deste domingo (02) em Mato Grosso.

 

Alan Cosme/HiperNoticias

policia civil

 

Do total, 113 acabaram autuados e presos em flagrante por ocorrências como prática de boca de urna, transporte ilegal de eleitores e compra de votos. Outros 80 suspeitos assinaram um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foram liberados.

 

Do total de candidatos conduzidos, 19 foram presos em flagrante em 12 municípios. O município com o maior número de candidatos presos foi Campo Novo do Parecis (a 397 km de Cuiabá), com cinco casos.

 

Considerando-se apenas as ocorrências envolvendo candidatos, a prática de boca de urna (16 casos) e a compra de votos (sete casos) foram as mais frequentes.

 

Entre os não-candidatos, a boca de urna (54 casos), a divulgação irregular de propaganda (13 casos) e a compra de votos (11 casos) representaram a maioria dos flagrantes.

 

O balanço considerou os números registrados pela Polícia Federal em suas seis delegacias e na superintendência em Cuiabá, além dos dados consolidados pelas delegacias da Polícia Civil em todo o Estado.

 

Sem incidentes

 

O plano integrado operacional e de inteligência, que reuniu a Justiça Eleitoral e forças de segurança estaduais e federais, assegurou que a votação ocorresse sem incidentes graves.

 

Para o secretário adjunto de inteligência da Sesp, Gustavo Garcia, o fator decisivo para o trabalho foi o planejamento das ações e identificação prévia dos locais que requeriam mais atenção. “Agimos com proatividade e nos antecipamos às possíveis crises”, disse o secretário adjunto.

 

Em Juína (a 737 km de Cuiabá), por exemplo, havia o risco de conflito entre grupos da cidade e indígenas da etnia Enawenê-Nawê. Havia até mesmo uma mobilização para impedir que os eleitores da etnia tivessem acesso aos locais de votação.

 

O Exército escoltou o grupo desde as aldeias. A Polícia Militar fez a segurança nas seções eleitorais e as polícias Civil e Federal permaneceram de prontidão para formalizar algum procedimento, se necessário.

 

“Tudo correu como o projetado”, avaliou o desembargador Luiz Ferreira da Silva, corregedor e vice-presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT).

Reforço

 

Como parte do plano de segurança, a Sesp empregou um efetivo de 4.479 profissionais, entre policiais civis e militares, bombeiros e peritos da Politec, que atuaram nos 1.479 locais de votação em Mato Grosso.

 

A mobilização para a segurança da eleição também contou com o apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), Grupo Armado de Resposta Rápida (Garra), Grupo Especial de Fronteira (Gefron), Força Tática e do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam).

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