Uma propriedade com quase 200 animais exóticos e silvestres mantidos de forma irregular foi alvo de uma operação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em Mato Grosso. O local, que funcionava com autorização vencida desde 2024, pertence a um empresário investigado por possível envolvimento no comércio ilegal de fauna.
A ação faz parte da Operação Artemis, deflagrada em março para combater o tráfico de animais no estado.
No imóvel, os fiscais encontraram 192 animais, entre cervídeos, emas e emus, além de aves exóticas e espécies da fauna brasileira, como macacos-prego, tucanos, araras e veados-campeiros, todos mantidos sem licença ambiental válida. Também foram identificadas inconsistências nos registros oficiais, com nascimentos e mortes não informados.
Apesar de se apresentar como criador comercial, o responsável não registrava vendas ou transferências recentes. No entanto, os agentes localizaram chocadeiras e anotações que indicam reprodução e possível comercialização irregular dos animais.
Em outra frente da operação, no município de Alto Araguaia, o Ibama fiscalizou um criador após suspeitas de fraude no sistema de controle de aves. No local, foram encontrados 34 pássaros, entre curiós e bicudos, além de irregularidades como falta de registros obrigatórios e uso de medicamentos vencidos.
Três aves estavam em estado crítico, com sinais de maus-tratos e desnutrição.
Os animais resgatados foram encaminhados para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), em Brasília, onde passam por avaliação e reabilitação.
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