Na segunda-feira, 5, fiscais da Secretaria de Estado de Meio Ambiente – Sema receberam na hora do almoço uma denúncia anônima sobre mergulhadores que estavam pescando com arpões no local. Uma dupla de fiscais, comandada por Júlio Reiner, coordenador de Fiscalização da Pesca da Sema, rumou às pressas para ponte e apreendeu 103 quilos de pintados e cacharas, já sem as cabeças.
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Ninguém foi preso, porque quando os mergulhadores perceberam a chegada do pessoal da Sema, abandonaram a caixa térmica onde os peixes estavam acondicionados a espera da condução para ser transportados, e caíram na quiçaça. Depois de periciado pela Delegacia de Polícia Especializada em Meio Ambiente – Dema, o pescado foi doado à Associação de Amigos da Criança com Câncer, do Bairro Alvorada.
Para Reiner, a pesca com arpão naquele local está sendo praticada com a conivência de quem faz a segurança dentro e no entorno da represa da Aproveitamento Múltiplo de Manso. Segundo o coordenador de Fiscalização da Pesca da Sema a segurança no local é de inteira responsabilidade de Furnas Centrais Elétricas S/A, subsidiária da Eletrobrás
A pesca com arpão é permitida, mas sua prática é regida por lei. Os mergulhadores que estavam pescando no lago formado pelas águas do Manso e liberadas pelas comportas da represa,estavam exercendo a atividade de forma ilegal – suspeitam os fiscais da Sema. Tanto é que desapareceram no meio do cerrado quando perceberam a aproximação da fiscalização.
O coordenador de Fiscalização da Pesca da Sema lembra que é muito importante a população colaborar para a preservação das espécies dos rios mato-grossenses, denunciando as autoridades todo e qualquer tipo de pesca predatória. Principalmente agora, que começa a lufada, com todas as espécies deixando as baías e outros criatórios naturais e migrando para as cabeceiras dos rios em busca de condições favoráveis para início do ciclo reprodutivo.
APREENSÃO
No sábado, 3, uma equipe da Sema apreendeu 180 quilos de peixes, redes e tarrafas no Porto da Fazenda em Santo Antonio do Leverger. Foram presos também alguns moradores do Bairro Praeirinho, em Cuiabá, e que certamente estavam pescando para pessoas cujos nomes a Dema vai identificar para processá-las.
No início da operação, os fiscais da Sema apreenderam apenas os materiais utilizados na pesca predatória, incluindo redes com até 160 metros de comprimento, suficientes para cercar o rio de uma margem a outra, reduzindo a zero a possibilidade do peixe escapar, quando passam a “rede de arrastão” à jusante do rio, na direção da outra que está armada para a captura.
Depois de muito trabalho, os fiscais conseguiram localizar os 180 quilos de peixes que já tinham sido capturados – cacharas, pintados e jaús: o pescado, já sem cabeça, estava escondido em caixas de isopor no cume de um morro com cerca de mil metros de altura e cujo acesso ao local tinha que ser feito por subidas íngremes, justamente para dificultar a fiscalização.
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Rafael 12/02/2018
Olha sou praticante da modalidade faço a prática ali no local (não na ponte) e te digo o que está acabando com os peixes do rio não são os praticantes de pesca sub (digo os legais) e sim tarrafas, redes que encontro ali direto armadas e até com peixes mortos enroscados, as cevas que fazem e retiram kilos de pescado dali diariamente, barcos o dia todo pra cima e pra baixo fazendo pesca de dourados, o pescador sub só abate um exemplar por praticante e somos seletivos não abatemos peixes abaixo medida permitida não machucamos peixes, mas concordo que existem.os maus praticantes assim como em tudo e estes devemos combater e punir ...
Jekarlo 07/05/2014
Pesco sempre ali, e todo dia tem mergulhadores, de Cuiabá e de outros estados, com arpões e outros, ok deveria ser totalmente proibido, pois ali se formam mais depredadores, pois vi dois turistas consultando e perguntando para da próxima vez virem municiados de tal
Augusto 06/05/2014
Quando forem fazer uma matéria estudem sobre o assunto primeiramente, pratica de pesca sub é realizada com arbaletes, nao arpões que sao proibidos pela lei, VISEIRAS são permitidas pois sem elas não se enxerga em baixo d'água. Entre a usina e a ponte nao existe lago, é o rio continuando seu curso, os peixes param ali pois a usina de forma irregular nao tem um mecanismo de escada para que os peixes continuem seu curso natural de vida e realmente pescar pra coma da ponte é proibido. Sou a favor da fiscalizacão e concientizaçao. E que quando um meio de comunicaçao fale sobre algum assunto ele seja imparcial e saiba oque esta falando! Obrigado!
3 comentários