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Brasil Quarta-feira, 13 de Maio de 2026, 13:30 - A | A

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SPIW discute como os videogames podem ampliar a representatividade negra

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

No dia em que pequena parte dos historiadores destaca o simbolismo do 13 de maio como marco da abolição da escravização dos negros no Brasil, um painel do São Paulo Innovation Week propõe que a população negra olhe para o mundo dos games, área marcada pela inovação e vanguarda, sem se esquecer do passado.

Na mesa Narrativas Afro-brasileiras nos Games XR: Resistência e Representatividade em Foco, realizada na FAAP, na manhã desta quarta-feira, 13, pesquisadores e criadores discutiram como os videogames podem funcionar como ferramenta de afirmação cultural e resistência negra.

A discussão reuniu os professores Daniel Correia Ferreira Lima, Gilberto de Ataide Batista Faria e a atriz, roteirista e desenvolvedora Tainá Felix. Os três defendem que a indústria dos games, maior que os mercados de cinema e música somados, ainda reproduz desigualdades históricas. Por outro lado, os games abrem espaço para novas narrativas negras e periféricas.

"A abolição representou a continuidade da exclusão. Somos a resistência à maior escravidão do planeta", afirmou Daniel Lima, do Laboratório de Arte, Mídia e Tecnologias Digitais, grupo de pesquisa e inovação da ECA-USP.

O painel também destacou o crescimento dos chamados "afrogames", produções inspiradas em referências afro-diaspóricas e voltadas à valorização da cultura negra em ambientes digitais.

Tainá Felix, que atua há 15 anos na intersecção entre games, arte e educação, definiu seu trabalho como uma tentativa de transformar videogames em espaços de experiência social e cultural.

"Os games também podem gerar conhecimento", disse. Segundo ela, a atuação do grupo se divide em três pilares: mediação cultural com games, pesquisa acadêmica e criação de referências afro-brasileiras em linguagem digital.

A pesquisadora citou ainda o conceito de "gamevivência", inspirado no conceito de "escrevivência" da escritora Conceição Evaristo, como uma forma de contar histórias "a partir do ponto de vista dos negros".

Gilberto de Ataide Batista Faria, professor e desenvolvedor de jogos, chamou atenção para a predominância de referências europeias e norte-americanas nos RPGs e universos de fantasia.

"Muitos RPGs trazem apenas a cultura europeia e americana. Nossa pesquisa faz um recorte da população negra e dos grupos marginalizados, sem visibilidade", afirmou.

Ao longo do encontro, os palestrantes defenderam que a representatividade nos games vai além da presença de personagens negros nas telas. A proposta é criar protagonistas, narrativas e estéticas capazes de refletir experiências brasileiras e afrodiaspóricas, que ainda pouco exploradas pela indústria global.

Em um mercado globalizado e dominado por grandes potências culturais, como criar espaço para que narrativas brasileiras também sejam protagonistas, Tainá lançou uma provocação que resume o eixo do debate: "Por que não estamos consumindo nossos jogos e ainda consumimos japoneses e estadunidenses?"

O São Paulo Innovation Week, maior festival global de tecnologia e inovação, é realizado pelo Estadão em parceria com a Base Eventos, no Pacaembu e na Faap, entre esta quarta-feira, 13, e sexta,15.

Entre os mais de 2 mil palestrantes convidados para os três dias do evento, estão especialistas brasileiros e estrangeiros em áreas como ciência, saúde, educação, agronegócio, finanças, mobilidade, geopolítica, esportes, sustentabilidade, arte, música e filosofia, entre muitas outras.

(Com Agência Estado)

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