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Cidades Quinta-feira, 02 de Julho de 2026, 17:21 - A | A

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Quinta-feira, 02 de Julho de 2026, 17h:21 - A | A

ABORDAGEM INTERDISCIPLINAR

Mato Grosso inclui combate à violência contra a mulher no currículo da rede estadual de ensino

Lei sancionada determina que o tema seja trabalhado de forma permanente em todas as disciplinas, com professores capacitados e conteúdo adaptado para cada etapa escolar

DA REDAÇÃO

O combate à violência contra a mulher passa a integrar, de forma permanente, o currículo da Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso. A medida foi oficializada nesta quarta-feira (1º), com a sanção de uma lei que determina a abordagem interdisciplinar do tema em todas as escolas estaduais.

Além da nova legislação, o Governo de Mato Grosso lançou o Portal Mulher, plataforma que reúne informações, serviços e políticas públicas voltadas à prevenção da violência e ao fortalecimento da rede de proteção às mulheres.

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) informou que a iniciativa amplia um trabalho que já vinha sendo desenvolvido na rede estadual, com a capacitação de professores para tratar o tema de forma transversal em diferentes disciplinas, utilizando materiais pedagógicos específicos.

Durante a solenidade, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que a escola desempenha papel fundamental na prevenção da violência contra a mulher ao promover valores como respeito, cidadania e igualdade desde os primeiros anos da vida escolar.

A nova legislação prevê que o conteúdo deixe de ser abordado apenas em campanhas ou datas comemorativas e passe a integrar o planejamento pedagógico das escolas, em conformidade com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Segundo a secretária de Estado de Educação, Flávia Emanuelle Soares, os estudantes terão contato com o tema em diferentes componentes curriculares. Em Matemática, por exemplo, poderão analisar indicadores sobre violência contra a mulher; em Língua Portuguesa, discutir o uso da linguagem violenta; e, em Geografia, estudar dados relacionados à distribuição e aos impactos desse tipo de violência.

A gestora explicou ainda que os professores começaram a ser capacitados em janeiro, durante a Semana Pedagógica, por meio de oficinas e orientações para incluir o tema nas sequências didáticas de cada disciplina. Os profissionais também receberam treinamento para identificar possíveis casos de violência e realizar o acolhimento adequado em parceria com a rede de proteção.

Abordagem por etapa de ensino

Nos 4º e 5º anos do Ensino Fundamental, as atividades serão voltadas ao respeito, à autonomia, à valorização do próprio corpo e à desconstrução de estereótipos de gênero, utilizando metodologias adequadas à faixa etária.

Do 6º ao 9º ano, os estudantes aprenderão a identificar os diferentes tipos de violência, analisar indicadores e conhecer os canais e órgãos de proteção.

No Ensino Médio, o conteúdo incluirá temas como machismo estrutural, feminicídio, direitos humanos e o papel das instituições na prevenção e no enfrentamento da violência contra a mulher, incentivando o protagonismo dos jovens na construção de uma cultura de respeito.

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