O Governo de Mato Grosso lançou, nesta quarta-feira (1º), o portal Mulher MT, que reúne serviços, orientações e canais de apoio para mulheres em situação de violência. Na mesma cerimônia, também foi sancionada a lei que torna obrigatória a abordagem da prevenção à violência doméstica e contra a mulher nos currículos das escolas da rede estadual de ensino.
A iniciativa faz parte das ações do programa Mato Grosso em Defesa das Mulheres e busca fortalecer tanto o acolhimento às vítimas quanto a prevenção da violência por meio da educação.
O portal Mulher MT concentra informações sobre a Rede Estadual de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, incluindo endereços e contatos de unidades de atendimento, materiais educativos, indicadores, vídeos com orientações e acesso a serviços para registro de denúncias.
Segundo o governador Otaviano Pivetta, o Estado atua em diferentes frentes para combater a violência de gênero.
"Estamos atuando em várias frentes com muito rigor no combate à violência contra a mulher. Precisamos avançar cada dia mais para mudar essa realidade que aflige todo o Brasil", afirmou.
De acordo com a chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, Mariell Antonini, o objetivo do portal é concentrar, em um único ambiente, informações voltadas tanto às vítimas quanto aos profissionais que atuam na formulação e execução de políticas públicas.
Tema passa a integrar currículo da rede estadual
Durante o evento, o governador também sancionou a lei que determina a inclusão da prevenção à violência contra as mulheres como conteúdo interdisciplinar nas escolas estaduais.
Conforme a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), o tema será trabalhado em diferentes disciplinas. Dados sobre violência poderão ser utilizados em Matemática, enquanto Língua Portuguesa abordará o uso da linguagem não violenta, entre outras estratégias pedagógicas.
A secretária de Estado de Educação, Flávia Soares, afirmou que os professores já vêm sendo capacitados para desenvolver o conteúdo em sala de aula e identificar possíveis situações de violência envolvendo estudantes e suas famílias.
Segundo a Seduc, a proposta é promover a conscientização desde os primeiros anos da formação escolar, incentivando a identificação de comportamentos violentos e fortalecendo a cultura do respeito e da prevenção.
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