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Cidades Segunda-feira, 09 de Janeiro de 2023, 13:24 - A | A

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Segunda-feira, 09 de Janeiro de 2023, 13h:24 - A | A

ANTIDEMOCRÁTICO

Bolsonarista agride imprensa e obriga jornalista a apagar gravação feita em acampamento

Caso aconteceu em frente ao 13º Pelotão do Exército, na Avenida do CPA, em Cuiabá.

DA REDAÇÃO

HiperNotícias

brigada manifestação agressão

Uma das jornalistas da equipe HNT foi verbalmente agredida na manhã desta segunda-feira (9), em frente à 13ª Brigada do Exército, na Avenida Historiador Rubens de Mendonça, em Cuiabá. No local, militantes bolsonaristas acampam há mais de dois meses. Além das agressões verbais, a profissional de imprensa foi coagida a apagar as gravações feitas na manifestação.

A jornalista foi enviada à 13ª Brigada para averiguar como estavam as mobilizações, uma vez que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou, nesta segunda-feira, a desocupação de todos os acampamentos bolsonaristas no prazo de 24 horas.

 

Ao chegar no local, a jornalista tentou contato com alguns manifestantes presentes, sendo bem acolhida por um homem que aceitou conversar sobre o acampamento. No meio da conversa, uma senhora interrompeu os dois e informou que os manifestantes não tinham permissão para passar informação alguma sobre os atos.

A mulher ainda foi rude com a jornalista e começou a xingar toda a imprensa, dizendo que os profissionais da comunicação são “covardes e canalhas”. “Se vocês fossem gente, honestos, vocês estariam apoiando nós. Mas são todos comprados”, acusou a senhora. Outro homem que estava presente no acampamento ainda tentou entrar no meio para acalmar os ânimos, mas sem sucesso.

A manifestante chegou a dizer que foi “cachorrada” a repórter ir até o local durante o expediente da manhã. “Olha o horário que você me aparece aqui, garota”, disse ela.

Após as falas, a mulher ainda coagiu a profissional a deletar as gravações que estavam sendo feitas durante as conversas no local. A jornalista, então, disse que não poderia apagar e que precisava passar o material para a editoria. “Você tem sim como apagar, você não tem que passar nada. Você tem que apagar aqui”, refutou a mulher exaltada.

O HNT reforça que a liberdade de imprensa é considerada um direito fundamental de todos os cidadãos, assegurado pelo artigo 5º, inciso IX, da Constituição Federal. Segundo o artigo 220, do capítulo V da Constituição Federal, “a manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.”

Todas as providências cabíveis já estão sendo tomadas com relação ao ocorrido. 

REUNIÃO

Na manhã e na tarde desta segunda-feira acontece uma reunião na do gabinete de gerenciamento de crise da Secretaria de Segurança Pública do Estado de Mato Grosso (SESP-MT). O Gabinete de Crise é formado pelas Polícias Militar, Civil, Rodoviária Federal (PRF), e Federal, Politec, Corpo de Bombeiros e órgãos de inteligência, e também o Ministério Público Estadual. 

As pautas do encontro são ações estratégicas que devem ser realizadas para liberar as rodovias em Mato Grosso. O desmonte do acampamento em frente à 13ª Brigada, em Cuiabá, também está na pauta. A discussão ainda traz responsabilizações aos manifestantes que causaram possíveis danos durante os manifestos.

ACAMPAMENTO

Em Cuiabá, o acampamento bolsonarista dura cera de 72 dias. As manifestações antidemocráticas, que pedem intervenção militar, começaram logo após o segundo turno das eleições presidenciais, que consagraram Lula (PT) como presidente pela terceira vez. Insatisfeitos com os resultados das urnas, os bolsonaristas radicais passaram a apostar nas Forças Armadas para subverter o Estado Democrático de Direito.  

Na tarde do último domingo, em Brasília, uma escalada terrorista, com ataques violentos às sedes dos Três Poderes, motivou a decisão do ministro do STF, Alexandre de Moraes, que determinou a desmobilização de todos os acampamentos no Brasil. 

 

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